Um ataque com drones em Krivii Rih, cidade natal do presidente ucraniano Volodimir Zelenski, resultou na morte de pelo menos 15 pessoas e deixou mais de 130 feridos. O incidente, classificado por Zelenski como um “ato de barbárie”, ocorreu durante o dia, conforme relatado pelo governador da região, Oleksandr Hanja, que destacou que entre os feridos estão 22 crianças, incluindo cinco em estado grave. O Kremlin não comentou sobre o ocorrido.
Zelenski descreveu o ataque como “cínico e desprezível”, acrescentando que um segundo drone atingiu o shopping center cerca de 30 minutos após o primeiro ataque, uma ação que, na sua avaliação, visava atingir os serviços de emergência. O presidente fez um apelo ao mundo para que responsabilize a Rússia por esses “verdadeiros atos terroristas”, e assegurou que haveria uma resposta.
Em um incidente separado na mesma data, um ataque de drone russo na região de Mikolaiv, no sul da Ucrânia, resultou na morte de quatro pessoas, sendo três crianças, e deixou uma mulher ferida, segundo informações da imprensa estatal no Telegram.
A Rússia tem intensificado seus ataques aéreos sobre a Ucrânia, enquanto os combates no conflito se aproximam de quatro anos e meio. Na quinta-feira passada (20), um ataque com mísseis balísticos em Kiev resultou na morte de 17 pessoas.
Por sua vez, a Ucrânia tem intensificado suas ofensivas contra alvos russos, incluindo instalações petrolíferas e logística, visando diminuir a capacidade de Moscou de manter a guerra. No entanto, têm surgido crescentes desafios nas defesas aéreas de Kiev, que está insistindo em novos interceptores, especialmente os sistemas Patriot, oferecidos pelos Estados Unidos, que são considerados os mais eficazes contra os mísseis balísticos russos.
Zelenski expressou sua preocupação sobre a falta de reposição para os interceptores dos sistemas de defesa aérea americanos, ressaltando que a resposta global aos ataques não tem sido sempre satisfatória. Uma reunião com países aliados está agendada para a próxima segunda-feira (24), data que coincide com a celebração da independência da Ucrânia, com a presença de líderes da França, Alemanha e Reino Unido.
Zelenski também abordou a situação dos ataques russos e as numerosas vítimas civis em uma conversa telefônica com o secretário-geral da ONU, António Guterres.



