quarta-feira, setembro 30, 2026
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Lula contesta Trump e afirma que as acusações sobre o aumento de tarifas são infundadas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma chamada telefônica na manhã desta sexta-feira (21) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de retomar as discussões sobre comércio bilateral e abordar a contenção de conflitos internacionais.

Durante a conversa, que durou 1 hora e 20 minutos e foi considerada cordial pelo Planalto, Lula contestou as alegações dos EUA que levaram à imposição de novas tarifas ao Brasil, classificando-as como infundadas. O governo americano apontou como justificativas para as tarifas questões relacionadas ao desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, corrupção, bem como temas do sistema financeiro como o Pix, o etanol e a importação de produtos gerados por trabalho forçado.

O presidente brasileiro destacou que essas tarifas têm um impacto negativo tanto para o Brasil quanto para os Estados Unidos, reiterando que o diálogo é a melhor alternativa para ambos os países. Trump concordou e sugeriu que suas equipes diplomáticas se reunissem em breve para prosseguir com as tratativas.

Na pauta de segurança, Lula reafirmou o interesse do Brasil em colaborar com os Estados Unidos na luta contra o crime organizado. Ele enfatizou que os grupos criminosos causam terror nas comunidades mais vulneráveis, mas não devem ser confundidos com organizações terroristas. O presidente afirmou que o Brasil dispõe de recursos para combater esses grupos, citando a asfixia financeira que já resultou na apreensão de cerca de R$ 17 bilhões. Ele também apresentou as iniciativas brasileiras no enfrentamento do crime, como a Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, localizado em Manaus. Trump se comprometeu a reforçar a cooperação entre os países e disse que nomeará funcionários de alto escalão para dar continuidade às conversas.

Os líderes também discutiram os principais conflitos internacionais, com foco nas guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Ambos concordaram sobre a urgência em buscar uma solução negociada para o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, que já se arrasta há quase cinco anos. Trump ainda fez observações sobre as perspectivas dos EUA para resolver a situação com o Irã.

Por fim, Lula expressou sua frustração com a ineficácia do Conselho de Segurança da ONU em relação aos conflitos e sugeriu a convocação de uma reunião extraordinária para explorar soluções diplomáticas. “Os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas os que trabalham para pôr fim a conflitos”, afirmou.

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