O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou à Justiça, em 20 de agosto de 2026, que a prisão preventiva de Deolane Bezerra e mais cinco indivíduos seja mantida. Todos estão sendo investigados por envolvimento em organização criminosa e lavagem de dinheiro, associadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A solicitação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Presidente Prudente junto à 3ª Vara Judicial de Presidente Venceslau, reafirmando que as razões para as detenções continuam sendo válidas.
O pedido enfatiza a necessidade de manter as prisões cautelares, alegando que os motivos que justificaram as detenções permaneceram inalterados. A denúncia, que foi aceita em 16 de junho, revela que o grupo supostamente utilizava empresas de fachada e intermediários, conhecidos como "laranjas", para ocultar recursos provenientes do crime organizado. As investigações identificaram a estrutura do grupo, dividindo os réus em três núcleos de atuação distintos:
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Núcleo decisório: Composto por Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior.
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Núcleo operacional: Integrado por Everton de Sousa e Paloma Sanches Herbas Camacho.
- Núcleo financeiro: Formado por Deolane e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.
Relatórios provenientes da quebra sigilos bancário e fiscal indicaram movimentações financeiras substanciais destinadas a converter dinheiro de origem ilícita em ativos que aparentam ser legais, conforme apontado pelo MPSP.
O Gaeco sublinhou que Deolane teria exercido influência no núcleo financeiro do grupo, utilizando contas pessoais e empresariais para ocultar valores. Promotores detectaram um plano para reestruturar as empresas vinculadas a ela, incluindo a transferência de ativos para fundos em Dubai. Adicionalmente, a acusação relaciona essas operações ao uso de empresas de fachada para a lavagem de dinheiro em escala internacional. Foi alegado ainda que dinheiro e uma máquina de contagem de cédulas, apreendidos com Everton, possivelmente pertencem a Deolane, corroborando a continuidade das supostas atividades ilícitas.
Essas alegações estão incorporadas à denúncia do MPSP e devem passar pela análise judicial, garantindo o direito de defesa aos acusados. O órgão também destacou que tentativas anteriores de revogar as prisões cautelares foram negadas, incluindo habeas corpus que não foram aceitos.
A defesa de Deolane trabalha para reverter a prisão preventiva, argumentando pela revisão da situação dentro dos 90 dias estipulados pela lei. O MPSP defendeu que, na ausência de alterações nas evidências ou nas justificativas das prisões, não há base para modificar a decisão cautelar. A resolução final sobre o caso cabe ao Judiciário.
Deolane encontra-se detida desde 21 de maio, após sua captura em Alphaville, na Grande São Paulo, durante a Operação Vérnix.



