Jair Ventura, atualmente técnico do Vitória, afirmou que está vivendo a fase mais madura de sua trajetória como treinador. Ao longo de dez anos à frente de clubes como Botafogo, Corinthians e Santos, e agora o Vitória, ele enfrentou a responsabilidade de evitar rebaixamentos e acredita que tem contribuído para a evolução do futebol brasileiro, especialmente após o golpe da goleada de 7 a 1 contra a Alemanha. Ele se inspira em Zagallo e acredita que a crescente presença de treinadores estrangeiros no Brasil traz benefícios, desde que sejam competentes.
Em entrevista, Jair destacou a importância de valorizar a qualidade dos profissionais independentemente da nacionalidade, afirmando que tanto treinadores brasileiros quanto estrangeiros podem ser bons ou ruins. Ele mencionou suas conquistas recentes, incluindo o título da Copa do Nordeste e a classificação às quartas de final da Copa do Brasil, expressando que o sucesso se deve ao potencial dos jogadores e à forma como ele os motiva.
Sobre a evolução na carreira, Jair comentou que com o passar dos anos, adquiriu experiência e aperfeiçoou suas práticas de treinamento, o que resultou em sua “melhor versão”. Ele relatou a importância de estar em constante evolução, mencionando que na sua primeira coletiva em 2016, admitiu não estar preparado para ser o treinador do Botafogo.
Respondendo a questionamentos sobre seus métodos, Jair afirmou que não acredita em favoritismo em uma partida difícil contra o Vasco, destacando que o jogo será equilibrado. A respeito das mudanças no futebol, Ventura reconheceu que o jogo tornou-se mais físico e tático, com alterações nas regras que impactaram a forma de jogar e nos jogadores, que hoje precisam ser mais versáteis.
Apesar de não se sentir confortável para atribuir o sucesso de uma equipe apenas ao treinador, ele enfatizou que o protagonismo deve ser dos jogadores. Assim, um técnico precisa potencializar suas qualidades e criar condições para que eles desempenhem seu papel da melhor maneira.
No que diz respeito à sua abordagem nos treinos, Jair se considera um líder que busca manter um ambiente saudável e leve, sem impor restrições rígidas. Ele aplica um método que mistura cobrança e apoio, reconhecendo que a gestão de cada jogador deve ser adaptada às necessidades individuais.
Com uma visão sobre a seleção brasileira, ele acredita que qualquer profissional qualificado deve ser bem-vindo, não apenas aqueles que possuem passaporte brasileiro. Já sobre a escassez de treinadores brasileiros em grandes centros europeus, Jair critica a falta de reconhecimento entre as normas de licença e a necessidade de maior preparo linguístico.
Finalmente, ao ser questionado sobre o sonho de treinar a seleção, Jair disse que ainda tem muito a aprender e que se dedica diariamente para alcançar seu melhor. Em relação às suas experiências anteriores em grandes clubes durante períodos conturbados, ele mencionou que aprendeu muito em todas as suas passagens e que agora se dedica com entusiasmo ao seu trabalho atual com o Vitória. Sobre a pressão no futebol, ele concorda que a intensidade aumentou com a era das redes sociais, ressaltando a importância de lidar de forma equilibrada com as críticas e a responsabilidade que acompanha a função de treinador.



