Um motorista de aplicativo ganhou notoriedade nas redes sociais após ser flagrado dirigindo um veículo com uma logomarca que se assemelha à da GVBus, responsável pelo transporte público na Grande Vitória. O carro, identificado como um “falso Transcol”, chegou a cobrar tarifas que variavam de R$ 45 a R$ 70 por corrida.
Em uma entrevista, o condutor, que preferiu não revelar sua identidade, explicou que sua intenção ao utilizar a logomarca não era enganar os passageiros, mas sim oferecer um transporte mais seguro que chegasse aos bairros. Ele destacou que seu veículo continha avisos claros que indicavam que não havia relação com o sistema público de transporte.
Apesar disso, a identificação visual usada no carro gerou repercussão e chamou a atenção das autoridades competentes. O motorista confirmou que recebeu uma notificação e agora deverá prestar esclarecimentos sobre a prática e a caracterização do serviço que estava oferecendo.
A repercussão do caso levou a uma investigação, na qual o Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran-ES) identificou possíveis irregularidades, como a utilização de letreiro luminoso e a prestação de serviço de transporte de passageiros sem a devida autorização.
O motorista informou que já tomou medidas para regularizar a situação do veículo, que foi descaracterizado antes mesmo de ser notificado formalmente. Ele ressaltou que um advogado já está acompanhando o caso em nome dele.
A Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Ceturb-ES) está monitorando o caso e tomou providências legais para responsabilizar os envolvidos na situação.
A investigação da prática continua em andamento.



