quinta-feira, outubro 1, 2026
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Mais de 21 mil unidades habitacionais estão em construção na Grande Vitória

O mercado imobiliário na Grande Vitória registrou um total de 21.311 unidades em produção ao final do primeiro semestre de 2026, um aumento de 12,2% em relação às 18.989 unidades contabilizadas em janeiro. Comparado ao cenário de julho de 2025, quando haviam 17.177 unidades, a elevação chega a 24,1%.

Esses dados são parte do 47º Censo Imobiliário, referente ao período de janeiro a junho, e abrange informações obtidas de 74 construtoras e incorporadoras atuantes em Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Viana. No conceito de “em produção”, considera-se projetos a partir do lançamento comercial, incluindo também aqueles que estão em fases das obras desde a planta até o acabamento.

No que diz respeito à distribuição das unidades em produção, Vila Velha se destaca com 10.653 unidades, representando quase 50% do total. Em seguida, surgem Serra com 5.503, Vitória com 4.462 e, por último, Cariacica com 693. Viana não apresentou unidades que se enquadrassem nos critérios do levantamento.

Vila Velha apresenta a maior concentração de imóveis em áreas como Praia de Itaparica, Praia da Costa, Itapuã, Jockey de Itaparica e Centro, somando 7.861 unidades que correspondem a cerca de 37% do total em análise. A Serra concentra suas unidades principalmente em Laranjeiras, alcançando 2.452 imóveis. Em Vitória, o bairro Jardim Camburi possui 2.295 unidades, enquanto a região da Praia do Canto contabiliza 1.761.

Entre os empreendimentos residenciais, os de dois quartos lideram a oferta, com 12.378 unidades, o que representa quase 60% da produção total, que é de 20.768 unidades. Imóveis com três quartos seguem na sequência, totalizando 3.886, enquanto unidades de um e quatro quartos ou mais somam 3.132 e 1.372, respectivamente. A pesquisa ainda evidenciou que dos imóveis residenciais em produção, 61,98% são classificados como médio e alto padrão, enquanto 38,02% pertencem ao segmento ECO, que inclui projetos do programa habitacional.

Embora o número de unidades em produção tenha crescido, o ritmo de negócios no primeiro semestre de 2026 mostrou-se mais lento em comparação ao segundo semestre de 2025. Segundo informações, tanto os lançamentos quanto as vendas diminuíram. O valor dos lançamentos caiu de aproximadamente R$ 3,25 bilhões, no segundo semestre anterior, para R$ 2,66 bilhões nos seis primeiros meses de 2026. As vendas também recuaram, passando de cerca de R$ 2,95 bilhões para R$ 2,70 bilhões, o que representa uma queda próxima de 10%.

O cenário atual é influenciado por fatores como a alta das taxas de juros, o nível de endividamento das famílias e uma sensação de expectativa devido ao ambiente eleitoral, o que pode levar potenciais compradores a adiar decisões sobre aquisições de imóveis, especialmente em transações que não são a primeira compra.

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