quinta-feira, outubro 1, 2026
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Suprema Corte dos EUA reabre possibilidade de execução de mulher no Tennessee

A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou, na quarta-feira, 30, a execução de Christa Pike, que se tornará a primeira mulher a ser executada no Tennessee em 200 anos e a primeira americana a ser submetida à pena de morte desde 2023. A decisão revogou uma ordem anterior de um tribunal inferior que havia suspendido o processo de execução.

Christa Pike, atualmente com 50 anos, foi condenada à pena capital pelo assassinato de sua colega de classe Colleen Slemmer, cometido há três décadas. Na época do crime, ela tinha apenas 18 anos e, junto com seu namorado de 17 anos, agrediu e matou Slemmer em um acampamento de formação profissional para jovens. O namorado de Pike recebeu uma sentença de prisão perpétua.

Em um comunicado, a Corte declarou que a decisão do Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Sexto Circuito, que suspendeu a execução em 30 de setembro de 2026, foi invalidada. A defesa de Pike afirmou que a execução pode ocorrer a qualquer momento, após a ordem de suspensão ter sido emitida na manhã em que ela estava programada para receber a injeção letal.

O crime, ocorrido em 1995, atraiu atenção nacional devido à descoberta do corpo de Colleen com uma estrela de cinco pontas gravada em seu peito, um símbolo associado ao satanismo. Os advogados de Pike afirmaram que, na época do crime, ela enfrentava problemas de saúde mental graves, incluindo transtorno bipolar e estresse pós-traumático, que só foram diagnosticados após sua condenação.

Memorandos apresentados ao governador do Tennessee, Bill Lee, pediam clemência, mencionando que Pike sofreu traumas significativos ao longo de sua infância, incluindo violência sexual e abandono. No entanto, o governador se recusou a intervir.

A Suprema Corte já havia negado um pedido para suspender a execução apresentado na terça-feira. Assim, Christa Pike se tornará a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos, enquanto, desde 1976, apenas 18 mulheres foram executadas nos Estados Unidos.

Um grupo de especialistas da ONU solicitou ao governo dos EUA e às autoridades do Tennessee que interrompessem a execução e comutassem a sentença de Pike, observando que sua execução representaria o fim de uma trajetória marcada por sofrimento físico e psicológico, incluindo abusos na infância e quase três décadas em isolamento no corredor da morte.

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