O candidato ao governo do Estado, Ricardo Ferraço (MDB), anunciou durante uma entrevista ao vivo na TV Vitória sua proposta de construir um novo hospital infantil em Vitória e a criação de três novas companhias de trânsito. Ele também se posicionou contra a ideia de implementar apostas no Banestes.
O debate que estava programado entre Ferraço e seu oponente no segundo turno, Lorenzo Pazolini (Republicanos), não ocorreu, pois Pazolini não compareceu. Assim, Ferraço foi o único a participar da entrevista.
Durante a conversa, o atual governador mencionou a intenção de aumentar os salários dos educadores da rede estadual de ensino e aumentar o tempo de planejamento para os professores. Ele ainda fez críticas ao seu adversário, qualificando-o como um “showman”.
Falando sobre o setor de saúde, Ferraço destacou o avanço nas obras como o complexo de saúde de São Mateus e o Hospital Geral de Cariacica. Além do hospital infantil em Vitória, o candidato se comprometeu a ampliar investimentos no Instituto Materno Infantil do Espírito Santo (Imaba), prevendo que ele se torne o maior hospital materno-infantil do Brasil. Outras promessas incluem a construção de 108 novas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), um novo Hospital do Câncer em Cachoeiro de Itapemirim e um centro de oncologia em parceria com o Hospital Evangélico de Vila Velha. Ferraço também afirmou que a telemedicina já está disponível em todos os 78 municípios do estado e que o Espírito Santo é o único estado brasileiro com cobertura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em todas as suas cidades. Ele ressaltou a importância de reduzir as filas para consultas e procedimentos médicos.
Ao abordar a saúde em Vitória, o candidato criticou Pazolini por não entregar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mesmo após aprovação de crédito do Banco Mundial.
Na área de mobilidade, Ferraço propôs a construção de uma nova ponte ao lado da ponte Florentino Avidos e a criação de um corredor metropolitano na região Norte. Também mencionou investimentos na Terceira Ponte e na Ciclovia da Vida, assim como a ampliação da Segunda Ponte e a construção de uma nova estação aquaviária na Ilha das Caieiras. O candidato defendeu a necessidade de maior fiscalização de trânsito e a criação de mais três companhias da Polícia de Trânsito.
O candidato reafirmou sua visão de que o Banestes deve permanecer público, destacando que o banco teve o melhor resultado financeiro em sua história em 2026. Ele não vê a necessidade de o banco entrar no mercado de apostas e anunciou a intenção de encerrar o projeto Banestes Loteria, além de já ter proibido a publicidade de casas de apostas em espaços públicos.
Além disso, Ferraço prometeu aumentar os salários dos professores e o tempo de planejamento, argumentando que o Espírito Santo possui a melhor educação pública da Região Sudeste e a terceira melhor do Brasil, embora os salários estejam apenas na 12ª posição nacional. Ele mencionou que, ao iniciar sua gestão, havia 32 escolas em tempo integral e defendeu a expansão desse modelo, que proporciona suporte contínuo para os estudantes.
Na questão do saneamento, destacou que o estado alcançou 70% de cobertura e que cada R$ 1 investido em saneamento representa uma economia de R$ 4 na saúde. Mencionou a construção da Barragem dos Imigrantes como parte de um esforço para aumentar a oferta de água na Grande Vitória e indicou que pretende expandir os programas de qualificação profissional também para trabalhadores mais velhos.
No combate ao feminicídio, o candidato destacou a ampliação das casas de acolhimento e o monitoramento de agressores, afirmando que já há mais de 300 pessoas sob vigilância.
Por fim, Ferraço comentou que a recente disputa pelo governo do Estado teve uma nacionalização, afirmando que a escolha não diz respeito ao futuro do Supremo Tribunal Federal, mas sim ao futuro do Estado. Ele também expressou que não pretende tratar qualquer presidente da República como inimigo.
A entrevista divulgou mais detalhes sobre os planos de Ferraço para o futuro se reeleito, ampliando seu compromisso com a saúde, educação, mobilidade e segurança.



