sexta-feira, outubro 16, 2026
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A lista de ‘desempregados’ pós-eleições de 2026 no Espírito Santo

Após as eleições do primeiro turno, um total de 20 parlamentares capixabas perderão seus mandatos a partir de 2027: seis da Câmara Federal, dois do Senado e 12 da Assembleia Legislativa. Alguns dos políticos derrotados poderão tentar uma nova chance nas eleições municipais de 2028, enquanto outros podem assumir cargos no Governo do Estado ou nas prefeituras. Há também aqueles que podem optar pela aposentadoria.

Entre os deputados federais, o “professor” Helder Salomão (PT), que havia sido o mais votado em 2022, ficou em terceiro lugar na disputa pelo governo este ano. Caso o presidente Lula (PT) seja reeleito, Helder pode ser indicado para algum cargo no âmbito federal, além de ter um papel relevante nas eleições de Cariacica em 2028, onde já exerceu duas vezes o cargo de prefeito.

Messias Donato (União), também de Cariacica, tentou se reeleger, mas sem sucesso. A possibilidade de que retorne ao cargo na administração do prefeito Euclério Sampaio (MDB) continua em aberto, dada sua relação de aliança. Dr. Victor Linhalis (PSB) também não se reelegeu; já foi vice-prefeito de Vila Velha, atual cargo de seu pai, e está sendo cogitado para a candidatura à Prefeitura de Vila Velha, apesar das desavenças com o prefeito Arnaldinho Borgo (PSDB).

Amaro Neto (PP) não obteve sucesso em sua segunda candidatura a deputado federal, mas sua carreira como apresentador de televisão garante sua atividade. Paulo Foletto (PSB) anunciou que se aposentaria da política, mas reconsiderou e tentou uma vaga na Assembleia, sem êxito. Gilvan da Federal (PL) teve sua candidatura barrada por condenação devido a violência política de gênero; apesar de estar inelegível, ele pode assumir cargos conforme o resultado das eleições. Apenas Da Vitória (PP), Gilson Daniel (Podemos) e Jack Rocha (PT) foram reeleitos entre os deputados federais capixabas.

Senado

No Senado, Fabiano Contarato (PT) e Marcos do Val (Avante), ambos de Espírito Santo que tentaram a reeleição, não obtiveram êxito. Contarato, delegado da Polícia Civil, conquistou muitos votos mais por sua imagem de segurança pública do que por suas posições políticas de esquerda. Espera-se que ele permaneça uma figura importante na política progressista capixaba.

Marcos do Val ficou conhecido por seu trabalho na segurança privada e se uniu à base bolsonarista durante seu mandato. Envolvido em polêmicas, como uma investigação sobre declarações sobre um suposto plano golpista, e após usar tornozeleira eletrônica por viagens não autorizadas, ele se encontra atualmente isolado politicamente. As vagas disponíveis na eleição foram conquistadas pelo ex-governador Renato Casagrande (PSB) e pelo deputado federal bolsonarista Evair de Melo (Republicanos).

Ales

Na Assembleia Legislativa, Alcântaro Filho (Republicanos) não conseguiu a reeleição. O ex-vereador de Aracruz já havia tentado a prefeitura em 2020 e agora é listado novamente como um possível candidato. Allan Ferreira (Podemos) também ficou fora, mesmo sendo parte da equipe de apoio da gestão de Ricardo Ferraço (MDB), mantendo uma relação com figuras na oposição que poderiam abrir portas em uma potencial administração de Lorenzo Pazolini (Republicanos).

Denninho Silva (União), que é muito próximo a Euclério Sampaio, também não teve sucesso nesta eleição. Coronel Weliton (DC), ex-prefeito de Iúna, está apontado como um possível candidato para a prefeitura da cidade em 2028. Zé Preto (Podemos), que buscou a prefeitura de Guarapari em 2024 e perdeu, também está em um momento de expectativa quanto a sua relação com o atual prefeito.

Fábio Duarte (PDT), que tomou posse em 2024, vê seu partido sem representação nesta eleição. Ele é afim do ex-prefeito da Serra, que pode considerar sua inclusão em futuras administrações. Bispo Alves (Republicanos) e Marcos Madureira (Podemos) também tiveram trajetórias distintas nesta eleição; Madureira voltará como suplente após a eleição de Theodorico Ferraço (PP) como prefeito.

Tentativas em outros cargos

Alguns deputados estaduais tentaram se eleger para cargos diferentes, mas não alcançaram seus objetivos. Callegari (DC), servidor público e professor, e Sergio Meneguelli (PSD), que tem vasta carreira em Colatina, não conseguiram ser eleitos para o Senado. Tyago Hoffmann (PSB) e Iriny Lopes (PT) também não obtiveram sucesso; Hoffmann, apesar da boa votação, não conseguiu se eleger deputado federal, enquanto Iriny, uma figura histórica do PT, deve abrir espaço para novas lideranças no partido.

Além disso, quatro deputados estaduais transferirão sua atuação para Brasília em 2027: João Coser (PT), Lucas Polese (PL), Marcelo Santos (União) e Dr. Bruno Resende (União) foram escolhidos como deputados federais.

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