sábado, outubro 17, 2026
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Jovem com câncer agressivo busca tratamento de R$ 2 milhões no Espírito Santo

A jovem Flaiza Madeira Bargline, de 18 anos, luta pela segunda vez contra o neuroblastoma, um tipo de câncer que se origina nas células do sistema nervoso. Seu primeiro tratamento começou em 2014, quando tinha apenas seis anos. Em 2016, sua família se mudou para São Paulo, onde Flaiza realizou um transplante de medula óssea em 2017.

Após passar por diversas quimioterapias e pelo transplante, Flaiza ficou quase oito anos sem sinais da doença. No entanto, em 2025, o câncer retornou de forma mais agressiva, e sua família está buscando na Justiça o acesso a um medicamento de alto custo fundamental para o tratamento.

Atualmente, ela reside na Serra com sua mãe, Joseli Bargline Diniz, que relatou que, mesmo com o tratamento, a saúde de Flaiza tem se deteriorado. O câncer se espalhou para a coluna, o fêmur, o quadril e a medula óssea, e a contagem de plaquetas da paciente está baixa. Joseli destacou a dificuldade em arcar com o custo do tratamento, estimado em R$ 2 milhões, e afirmou que não consegue trabalhar, pois precisa estar ao lado da filha durante as sessões de tratamento em um hospital de Vitória.

Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, Flaiza expressou a urgência de obter o medicamento e declarou: “Eu preciso desse remédio para viver.”

O neuroblastoma é uma enfermidade que se origina em células jovens do sistema nervoso e é mais prevalente em crianças com menos de cinco anos. O fármaco buscado pela família é o dinutuximabe beta, uma terapia imunológica que auxilia o sistema imunológico a combater células cancerígenas. De acordo com uma oncologista pediátrica, essa terapia representa um avanço para pacientes com neuroblastoma em estágios avançados, especialmente aqueles cujo câncer retornou ou que não respondem a tratamentos tradicionais.

Embora o dinutuximabe beta tenha sido incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em fevereiro de 2025 para uma etapa específica do tratamento, sua disponibilidade não é automática para todos os pacientes. O acesso ao medicamento depende de processos administrativos que envolvem solicitações, dispensação e entrega ao hospital.

A família de Flaiza busca judicialmente a disponibilização do medicamento, visto que a quimioterapia atual não tem proporcionado os resultados esperados e pode ser necessária sua suspensão. A oncologista ressaltou que, apesar dos avanços médicos, a lentidão no acesso a tratamentos pode comprometer as chances de sobrevida e cura das crianças.

Atendendo a pedido da família, a Justiça Federal aguarda a emissão de um novo parecer técnico sobre a solicitação de fornecimento do medicamento. A informação inicial foi negativa, devido à falta de exames para análise, mas novos documentos foram apresentados, solicitando urgência na decisão. O processo deverá passar por nova avaliação.

A advogada da família expressou preocupação com a condição clínica de Flaiza, alertando que cada dia sem a medicação agrava sua situação. A Secretaria de Estado da Saúde informou que a responsabilidade pelo fornecimento do medicamento é do Ministério da Saúde e que ainda aguarda uma definição sobre o caso.

Flaiza está recebendo acompanhamento multidisciplinar no hospital, e a situação permanece crítica, aguardando soluções rápidas para garantir seu tratamento.

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