segunda-feira, novembro 2, 2026
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Surfista de São Paulo atinge elite e lidera a continuidade da Brazilian Storm: “Quero fazer acontecer”

A comunidade do surfe debate a existência de uma nova geração capaz de suceder o sucesso da Brazilian Storm, cujos principais representantes já estão na faixa dos 30 anos. O surfista Ryan Kainalo, de apenas 20 anos, que passou sua infância em São Paulo antes de se mudar para Ubatuba, destacou-se ao assumir a liderança da Challenger Series em 3 de outubro, garantindo lugar na elite da WSL, o circuito mundial de surfe.

Ryan expressou sua empolgação com a nova fase: “Minha entrada com certeza será uma inspiração e motivação para outros da minha idade e até mais novos, assim como ocorreu quando vimos Chumbinho, Matheus Herdy e Samuel Pupo competindo”. Ele cita esses atletas como exemplos de sucesso para sua geração. Pupo, atualmente aos 25 anos, faz parte da elite desde 2022, enquanto Herdy estreou este ano.

Chumbinho, de 26 anos, é um evidente contra-argumento para aqueles que argumentam sobre uma lacuna geracional, tendo liderado a temporada em 2023 e alcançado o quarto lugar, embora não tenha conseguido repetir esse desempenho. Os renomados surfistas brasileiros Gabriel Medina, Filipe Toledo, Ítalo Ferreira e Yago Dora, todos já campeões da WSL, também estão na casa dos 30 anos. Ryan Kainalo aguarda ansiosamente sua participação nas competições de 2027 da WSL.

Ele reflete sobre a pressão de ingressar nesse grupo seleto, mas mantém a confiança em seu potencial: “Sei do nível que tenho. Embora o deles seja muito alto, estou confiante e acredito que posso evoluir e aproveitar cada oportunidade”.

Ryan Kainalo tem uma trajetória de vida interessante. Nascido em São Paulo, ele residiu lá até os 12 anos e começou a surfar cedo, influenciado por seu pai, Alex Miranda, um diretor de clipes e cineasta. A cada semana, ele viajava para Ubatuba, onde seus avós residem, sendo tratado como um local pelos outros surfistas. “Mesmo morando em São Paulo, eu representava Ubatuba nas competições. Itamambuca foi onde me senti acolhido e é minha base hoje”, conta.

Conforme sua dedicação ao surfe se intensificava, a mudança definitiva para o litoral se tornou uma prioridade. Ele pediu para residir com os avós, que, embora não fossem surfistas, mantiveram um suporte incondicional. Ryan sente-se grato pelo apoio e, com isso, teve a liberdade de surfar diariamente, o que lhe possibilitou aprimorar suas habilidades rapidamente. Aos 17 anos, ele conquistou o Campeonato Mundial Júnior da ISA.

Mesmo com suas raízes em Ubatuba, o surfista mantém vínculos com a capital, especialmente por sua ligação com o departamento de esportes radicais do Corinthians, time do qual é torcedor. “Há quatro anos eles me apoiam. Fisicamente, sempre fui a eles quando precisei de ajuda, e sou corintiano, então isso é especial”.

Outro fator crucial para seu desenvolvimento foi o apoio do Comitê Olímpico do Brasil (COB), através do programa Vivência Olímpica, que lhe proporcionou treinos em Teahupoo, no Taiti, absorvendo experiências ao lado de surfistas que disputaram as Olimpíadas de 2024.

“Eu nunca imaginei que conseguiria classificar. Sabia que ter um desempenho no nível dos melhores do mundo seria difícil, mas estou empolgado apenas por ter a chance de brigar por uma vaga”, comenta. Neste ano, Kainalo continua disputando o Mundial Pro Júnior da WSL e começa a se preparar mentalmente para sua estreia no circuito principal em 2027, após um 2026 repleto de conquistas.

“Trabalhei minhas metas com meu psicólogo, buscando estar sempre entre os finalistas da Challenger Series. Elas foram essenciais e, agora, sei que preciso continuar focado e aumentar essas metas”, conclui o jovem surfista.

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