O engenheiro Patrick Noé dos Santos Filgueira, que é acusado de assassinar a esposa, a professora Danielly Wandermurem Benício, enfrentará o julgamento na próxima terça-feira (3), no Fórum Criminal de Vitória. A informação foi divulgada pelo Ministério Público do Espírito Santo na quinta-feira (29).
Patrick será julgado por homicídio qualificado, incluindo as qualificadoras de motivo torpe e feminicídio. O Ministerio Público aponta que, desde 2024, o feminicídio passou a ser considerado um crime autônomo, com penas que variam de 20 a 40 anos de reclusão. Contudo, como o crime ocorreu antes dessa mudança, ele será julgado sob as disposições anteriores, onde o feminicídio figurava como uma qualificadora do homicídio.
O órgão ainda ressaltou seu compromisso em buscar a responsabilização do réu e a garantia dos direitos da vítima ao longo do processo judicial.
A previsão é de que o julgamento dure vários dias devido ao extenso conjunto de provas e ao número elevado de testemunhas, contabilizando um total de 25 pessoas que devem ser ouvidas.
Relembre o crime
O crime ocorreu na noite de 29 de dezembro de 2017, em Jardim Camburi, Vitória. Na ocasião, Patrick e Danielly, que mantinham um relacionamento problemático, tiveram uma discussão motivada por ciúmes. Segundo a denúncia, o réu manifestava um desejo de controle sobre a vítima, monitorando suas atividades por meio de um "clone" de um aplicativo de mensagens.
Em um determinado momento, Patrick deixou o lar com seus objetos pessoais, acompanhado de dois familiares, informando que se dirigia ao hospital devido a dores de uma cirurgia recente.
Após isso, ele voltou ao apartamento sob a justificativa de buscar um notebook, e depois retornou novamente, alegando ter esquecido algo, ficando sozinho com Danielly. Imagens das câmeras de segurança indicam que, até o dia seguinte, ninguém mais foi visto entrando ou saindo do local.
No dia 30 de dezembro, Patrick e um parente que o acompanhou na noite anterior retornaram ao apartamento, onde encontraram Danielly sem vida.
Patrick foi inicialmente preso, mas acabou libertado e está respondendo ao processo em liberdade.



