terça-feira, setembro 29, 2026
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Autor da morte de Dante Michelini é ligado a outro crime violento em Guarapari

O homem preso pelo assassinato do empresário Dante Brito Michelini, conhecido como Dantinho, agora vai responder por mais um crime grave em Guarapari. A Polícia Civil do Espírito Santo cumpriu um novo mandado de prisão preventiva contra o suspeito, desta vez relacionado a uma tentativa de latrocínio ocorrida em janeiro, no Centro da cidade.

Mesmo já estando detido pela morte do empresário, a Justiça expediu a nova ordem de prisão após investigação da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Guarapari. O caso envolve o roubo de um celular e uma tentativa de homicídio durante a ação criminosa. Segundo a polícia, o agressor tentou atingir a região do coração da vítima com uma facada. A vítima só não morreu porque conseguiu se defender no último momento, sofrendo ferimentos na mão.

O suspeito já havia confessado o assassinato de Dante Michelini, cujo corpo foi encontrado decapitado em um sítio na região de Meaípe, no início de fevereiro. Após a confissão, ele indicou onde havia descartado a cabeça da vítima, que acabou sendo localizada no mar com apoio do Corpo de Bombeiros.

Com o novo mandado, o investigado segue no sistema prisional e passa a responder formalmente também por tentativa de latrocínio, ampliando o conjunto de acusações contra ele.

O caso ganhou repercussão nacional pela brutalidade e pelas circunstâncias relatadas pelo próprio autor do crime. Em depoimento, o suspeito afirmou que o assassinato foi motivado por vingança e por provocações relacionadas ao passado da vítima, envolvida décadas atrás no caso Araceli — episódio histórico que marcou o país, embora Dante Michelini tenha sido inocentado à época.

A Polícia Civil destaca que nenhuma motivação é descartada neste momento. Além do suposto sentimento de vingança, investigadores avaliam que o crime pode ter sido impulsionado por instabilidade emocional, uso de drogas e tentativa de afirmação em ambientes ligados ao tráfico. Para os delegados responsáveis, trata-se de um perfil de extrema periculosidade, o que reforça a importância da manutenção da prisão preventiva enquanto as investigações avançam.

O avanço do inquérito agora se concentra na consolidação das provas e no esclarecimento completo das motivações do crime, que chocou o Espírito Santo e reacendeu o debate sobre violência extrema e seus gatilhos psicológicos e sociais.

Foto: Arquivo/ TV Gazeta

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