O Espírito Santo começou, nesta segunda-feira (9), a estratégia estadual de imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), uma das principais causas de bronquiolite e pneumonia em bebês e crianças pequenas. A ação é coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e tem como foco crianças prematuras e com comorbidades, público mais vulnerável às formas graves da doença.
A proteção será feita com o anticorpo monoclonal Nirsevimabe, incorporado recentemente ao Sistema Único de Saúde (SUS). A medida segue diretrizes técnicas da própria Sesa e representa um avanço importante na prevenção de internações e complicações respiratórias em recém-nascidos e crianças com condições clínicas associadas.
De acordo com o protocolo estadual, podem receber o Nirsevimabe bebês prematuros nascidos com até 36 semanas e 6 dias de gestação, independentemente do peso, além de crianças de até dois anos com comorbidades como cardiopatias congênitas, broncodisplasia, imunodeficiência, síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e malformações das vias aéreas.
A aplicação é feita por via intramuscular, preferencialmente na coxa, seguindo critérios rigorosos de segurança, armazenamento e registro das doses. Para prematuros, a estratégia prevê aplicação contínua ao longo do ano, de preferência ainda durante a internação na maternidade. Já para crianças com comorbidades, a imunização será concentrada no período de maior circulação do vírus, entre fevereiro e agosto.
Segundo a Secretaria da Saúde, a expectativa é reduzir internações, complicações e óbitos associados ao VSR, que historicamente sobrecarregam os serviços de urgência pediátrica no período sazonal. A iniciativa também contribui para diminuir a pressão sobre leitos hospitalares e UTIs infantis.
A oferta do imunobiológico ocorre em maternidades habilitadas, Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE e CIIE) e unidades do SUS, mediante avaliação clínica. Entre os hospitais que participam da estratégia estão o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, o Hospital Materno Infantil Francisco de Assis (Hifa), o Hospital Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba) e o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam).
Todas as doses aplicadas devem ser registradas no sistema Vacina e Confia, garantindo rastreabilidade, monitoramento e acompanhamento de possíveis eventos adversos. A orientação da Sesa é que pais e responsáveis procurem as unidades de referência para saber se a criança se enquadra nos critérios e como acessar a imunização.



