Um professor de 42 anos foi detido na última quinta-feira (20), em Cariacica, suspeito de armazenar material relacionado à exploração sexual infantil. A apreensão foi realizada pela Polícia Civil, que encontrou arquivos contendo esse tipo de conteúdo no celular e no computador do educador, que também exerce a função de coordenador em uma escola pública na região.
A investigação teve início após um alerta do Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC), dos Estados Unidos, que indicava que um indivíduo estaria armazenando conteúdo de exploração infantil em Cariacica. Seguindo as pistas, os agentes descobriram que o suspeito, que leciona em uma escola municipal em Vila Velha e é coordenador em outra instituição em Cariacica, possuía 119 imagens e vídeos que indicavam possível abuso e exploração sexual infantil. Durante a busca, os policiais localizaram esse material nos dispositivos do homem.
Conforme detalhes da investigação, inicialmente, dois vídeos foram identificados como possíveis representações de abuso. As autoridades temeram que o professor não apenas armazenasse, mas também produzisse o conteúdo. “Recebemos essa notificação em abril e, após cumprir um mandado de busca, encontramos no celular do homem material relacionado a abuso e exploração sexual infantil, resultando em sua prisão”, declarou o delegado Brenno Andrade, chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC).
Após a análise dos vídeos mencionados, descobriu-se que eles estavam relacionados a uma colega de trabalho do professor. Essa mulher havia deixado seu computador com ele para que fosse formatado, e enquanto acessava o aparelho, o professor encontrou, na nuvem da colega, um vídeo da filha bebê, que a mãe havia gravado para mostrar a um médico a respeito de uma alteração na área íntima da criança. O suspeito baixou o arquivo para o seu próprio dispositivo.
No transcorrer do depoimento, o professor revelou que adquiriu imagens íntimas por meio do aplicativo Telegram, onde os "pacotes" custavam cerca de R$ 10. Ele explicou que não tinha a intenção de adquirir imagens de menores, mas que, ao se deparar com essas imagens, acabava não excluindo o material e mantinha em seu acervo.
O delegado Andrade, contudo, afirmou que esse tipo de explicação é comum em casos similares, e a justificativa do professor não é convincente diante da quantidade de arquivos encontrados.
A polícia informou que, até o momento, não foram encontrados indícios de que os filhos menores do detido estivessem entre as vítimas. Para preservar a segurança da família do suspeito, a localização de sua residência e outras informações foram mantidas em sigilo.
As investigações seguem para apurar se o professor também compartilhou ou produziu algum material impróprio. O homem continua preso preventivamente e está sob custódia do sistema prisional à disposição da Justiça.



