sexta-feira, agosto 28, 2026
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Distribuição de sensores de glicose para crianças no ES inicia em dezembro

A partir de 18 de dezembro, crianças com diabetes mellitus tipo 1 (DM1) poderão acessar gratuitamente sensores de glicose em unidades da Farmácia Cidadã Estadual. Esta medida, estabelecida pela lei estadual nº 12.927, sancionada no dia 20 do último mês, concede um prazo de 120 dias para que o governo do Espírito Santo organize o fornecimento dos dispositivos para pacientes de até 12 anos.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), a definição da implementação da nova legislação está em fase de estudos e deve ser concluída em breve. O trabalho consiste na criação de um protocolo que especifica critérios clínicos e assistenciais, além do fluxo de acesso e da identificação da população que pode ser beneficiada. Atualmente, 594 pacientes recebem os dispositivos, sendo que 46 deles por meio de ações judiciais e 548 administrativamente.

Os sensores de glicose são reconhecidos por especialistas como um importante recurso no controle do diabetes, especialmente para as crianças. Esses dispositivos são adesivados nos braços, têm duração de 14 dias e permitem a medição quase em tempo real, sem a necessidade de picadas nos dedos.

A pediatra Flávia Tavares ressalta a importância desses sensores, afirmando que “facilitam muito, pois não precisa ficar furando a criança. A prática recorrente de picar o dedo resulta em baixa adesão ao monitoramento, o que prejudica o controle da glicemia”. A endocrinopediatra Cíntia Moreira complementa que o monitoramento contínuo pode prevenir complicações e emergências causadas por alterações nos níveis de glicose. Ela destaca que, muitas vezes, as crianças pequenas não conseguem comunicar sintomas de hipoglicemia, e o uso do aparelho torna mais fácil a identificação da condição.

Desde 2024, a cidade de Vitória já oferece dispositivos gratuitos para pacientes na faixa etária de 4 a 12 anos. A subsecretária de Saúde do município, Patrícia Vedova, informa que a solicitação deve atender a requisitos como laudo médico, cadastro no SUS e na Rede Bem-Estar, matrícula em escola pública e indicação para utilização do aparelho.

A família do microempresário Anderson Possati, pai de Lorenzo, de 11 anos, que vive com diabetes tipo 1, espera que a nova lei melhore sua qualidade de vida e reduza os custos com o monitoramento da doença, que atualmente chegam a R$ 660 mensais pela compra de dois sensores. “É uma rotina difícil, principalmente porque ele precisa furar os dedos várias vezes ao dia e reclama da dor. Sem o sensor, não temos segurança sobre quando ele apresenta hiperglicemia ou hipoglicemia. É necessário estar em constante vigilância”, relata Anderson.

Ele menciona que a família havia solicitado o equipamento na Farmácia Cidadã, mas após uma espera de 180 dias, não conseguiu obter. Com as novas diretrizes, Anderson acredita que haverá uma significativa melhoria na sua rotina e na do seu filho, uma vez que o uso do sensor pode trazer mais conforto e liberdade nas atividades diárias.

O monitoramento contínuo é uma ferramenta que proporciona acompanhamento quase em tempo real da glicemia, evitando a necessidade de testar os níveis com frequentes picadas na ponta dos dedos, algo que pode ser bastante desafiador para crianças em ambiente escolar e familiar.

Em resumo, a lei estadual e a regulamentação do fornecimento de sensores de glicose representam uma esperança para famílias que lidam com o diabetes em crianças, proporcionando ferramentas mais eficazes para o manejo da condição e, ao mesmo tempo, promovendo a qualidade de vida dos pequenos pacientes.

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