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Padrasto é detido por agressão sexual e ameaças à enteada de 11 anos

Um homem foi preso na última sexta-feira (28) em Vitória, suspeito de agredir e abusar sexualmente de sua enteada de apenas 11 anos. A prisão preventiva ocorreu após denúncias feitas pelos tios da menina, que informaram à Polícia Civil sobre a situação.

A criança vivia em um ambiente de vulnerabilidade social, morando com sua mãe, o padrasto e outros três filhos em uma casa de apenas um cômodo na Serra. Os abusos eram direcionados exclusivamente à enteada, que convivia com o suspeito desde os 3 anos de idade.

O delegado Leonardo Ávila da Divisão Especializada da Região Metropolitana revelou que os tios da menor foram à Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) na manhã de quinta-feira (27) para denunciar os abusos. A menina havia enviado mensagens aos familiares explicando que o padrasto a havia forçado a perder a virgindade e expressando seu medo em relação a ele. Ela também informou que o homem tentava molestá-la sempre que a mãe se retirava para o banho. Após a apresentação das mensagens, a denúncia foi formalizada na delegacia.

Na manhã da sexta-feira (28), os tios da menina a buscaram em casa e a levaram para a delegacia. Durante uma acolhida no setor psicossocial, a criança relatou que os abusos começaram meses atrás, enquanto a família ainda morava na Bahia, mas o ato sexual consumado ocorreu apenas na quarta-feira anterior. Apesar de já ter solicitado ajuda à mãe, a menina optou por continuar vivendo com o suspeito.

Após ser encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), a jovem passou por um exame de corpo de delito, que confirmou indícios de violência sexual e a ruptura do hímen. A polícia localizou o padrasto, que foi levado à delegacia e negou as acusações durante o depoimento. Contudo, com base nas declarações dos tios, da menina e da mãe, o homem foi autuado em flagrante e encaminhado ao sistema penitenciário, enquanto a criança ficou sob a responsabilidade dos tios.

Dados revelados pelo delegado Júlio César Cortina indicam que a mãe da menina havia denunciado o suspeito anteriormente, em 2020, quando a criança tinha 5 anos. Naquela ocasião, o padrasto foi indiciado, mas a mudança da família para a Bahia impediu que a vítima prestasse depoimento.

Em seu depoimento, a mãe alegou não ter consciência dos abusos até sexta-feira (28), quando foi informada pelos parentes. No entanto, após a ocorrência em 2020, ela foi indiciada por omissão de cuidados. Segundo o delegado, ficou evidente que a mãe teve a responsabilidade de proteger a criança e não cumpriu com esse dever.

A importância da rede de apoio à menor foi ressaltada pelo delegado Leonardo Ávila, que afirmou que todos devem ajudar ao tomar conhecimento de situações análogas. Ele encorajou que, caso não queiram se identificar, as pessoas utilizem o disque denúncia para garantir a proteção de crianças em situação de abuso.

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