O porta-aviões USS Abraham Lincoln gerou alvoroço nas redes sociais ao atracar, coberto de ferrugem, em um porto da Tailândia na quarta-feira, dia 2. O impressionante navio deixou os espectadores surpresos ao surgir derrotado pelo desgaste ao se aproximar da linha do horizonte da cidade, levantando preocupações sobre as condições da embarcação após um destacamento de quase nove meses há pouco no mar, em meio ao contexto do conflito entre Estados Unidos e Irã.
A chegada do porta-aviões no porto de Laem Chaban foi acompanhada de perto pela comunicação. Cerca de 5 mil militares desembarcaram após uma longa estadia no oceano. Apesar do estado visivelmente descuidado, especialistas informaram que a presença de ferrugem não necessariamente indica um grave declínio nas condições do navio.
Com relação à ferrugem, cientistas afirmaram que algum grau de deterioração era esperado, considerando o extenso período que o porta-aviões esteve em atividade. Desde a saída de San Diego em novembro de 2025, o Lincoln estava inserido em operações contínuas contra o Irã, o que dificultou a realização de reparos regulares.
Experientes da Marinha dos Estados Unidos esclareceram que a ferrugem na linha d’água é comum após um tempo prolongado em serviço ativo no mar. Um ex-capitão da Marinha mencionou que seriam necessários cerca de trinta dias para restaurar completamente o navio e que algumas manutenções poderiam ser feitas durante a parada na Tailândia.
O USS Abraham Lincoln fez uma parada no sul de Bangkok para permitir que a tripulação descansasse após meses de atividade incessante no mar.
No entanto, a ferrugem, embora visível, foi apenas uma das questões associadas ao longo tempo em alto-mar. Reportagens recentes revelaram que a moral da tripulação estava em declínio, agravada por uma escassez de suprimentos, inclusive alimentos.
No Congresso dos Estados Unidos, deputados solicitaram investigações sobre as condições de vida a bordo do porta-aviões, bem como sobre problemas estruturais e de saúde mental enfrentados pela tripulação durante o extenso período de missão. Informações indicam que pelo menos dois marinheiros tentaram suicídio durante a jornada.
Embora preocupações tenham surgido, o presidente Donald Trump minimizou a situação, afirmando que o tempo de viagem não foi “nem de longe longo o suficiente”. O secretário-adjunto interino da Marinha reconheceu a existência de alguns casos relativos à saúde mental, mas garantiu que não houve relatos de mortes relacionadas.



