O Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo registrou um crescimento de 4,8% no primeiro semestre de 2026 comparado ao mesmo período em 2025, superando a média de 1,9% alcançada pela economia nacional. No segundo trimestre, o estado teve uma expansão de 1,9% em relação aos primeiros três meses do ano, enquanto o Brasil viu um incremento de apenas 0,5%.
Analisando o segundo trimestre de 2025, o PIB do Espírito Santo cresceu 4,7%, em contraste com o aumento de 2% da economia brasileira. No acumulado dos últimos quatro trimestres, o avanço do Estado também se destacou com 4,8%, enquanto o crescimento do país foi de 1,9%.
Os dados foram divulgados pelo presidente do Instituto Jones dos Santos Neves, que sublinhou o bom momento econômico do Espírito Santo, afirmando que a economia capixaba apresentou crescimento em todas as comparações temporais analisadas.
O secretário de Estado de Desenvolvimento afirmou que os indicadores refletem um cenário propício para atrair novos investimentos. Ele mencionou reuniões realizadas em São Paulo e a próxima rodada de discussões que ocorrerá no Triângulo Mineiro, ressaltando que este é um período de colheita dos resultados das estratégias implementadas. Nessa linha, citou novos projetos de empresas como Weg e Marco Polo, além da instalação da chinesa GWM em Aracruz.
O secretário de Economia e Planejamento também destacou a importância de projetos de infraestrutura logística, que são parte fundamental da estratégia de expansão do estado. Ele enfatizou que iniciativas como a estruturação do Parklog, da Zona de Processamento de Exportação e do Porto de Águas Profundas em Aracruz ampliam a capacidade de movimentação de produtos no Espírito Santo.
No que tange ao setor industrial, este foi o principal responsável pelo crescimento da economia capixaba no primeiro semestre, apresentando uma alta de 10,9%. O setor de serviços também avançou, com um aumento de 2,9%, enquanto a agropecuária teve uma leve retração de 0,4%. Dentro da indústria, o segmento extrativo sobressaiu, crescendo 32%, impulsionado pela alta de 46,3% na extração de petróleo e de 98,4% na produção de gás natural. A produção de pelotas de minério de ferro também contribuiu positivamente, com crescimento de 28% na Vale e 8% na Samarco. Por outro lado, a indústria de transformação apresentou uma queda de 2,8%.
O comércio varejista ampliado obteve um crescimento de 5,8%, um dos maiores avanços do semestre, enquanto os serviços prestados às famílias cresceram 5,6%. O setor de transportes, atividades auxiliares e correios teve um avanço mais modesto, de 0,5%.
Apesar da retração acumulada no primeiro semestre, a agropecuária apresentou o maior crescimento percentual entre os setores do Espírito Santo ao passar de 2025 para 2026, com um incremento de 4,9% na comparação do primeiro com o segundo trimestre. O crescimento do PIB capixaba no segundo trimestre foi de 1,9%, refletindo um bom desempenho nas três áreas analisadas. Em termos monetários, o PIB do Espírito Santo alcançou R$ 72,1 bilhões no segundo trimestre, totalizando R$ 259,2 bilhões no acumulado dos últimos quatro trimestres.



