Os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro manifestaram, na noite de sexta-feira (25), seu descontentamento com a decisão do Governo Federal de proibir as operações das empresas de apostas esportivas a partir de 6 de outubro. Essa proibição foi formalizada com a assinatura da Medida Provisória pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que será divulgada em uma edição extra do Diário Oficial da União. Segundo a MP, as plataformas de apostas têm até as 23h59 do dia 5 de outubro para devolver os valores das apostas feitas pelos usuários. Após essa data, os sites e aplicativos terão sua atividade suspensa, e a operação das casas de apostas será considerada ilegal.
De acordo com informações divulgadas pelo governo, os patrocinadores do setor representam 7,9% da receita dos clubes da Série A, de acordo com os balanços financeiros de 2025. Os contratos de patrocínio neste segmento envolvem 14 das 20 equipes da liga, com poucas exceções, como Athletico-PR, Bahia, Coritiba, Internacional, Mirassol e Red Bull Bragantino. Com base nos dados de 2025, os investimentos feitos pelas empresas de apostas totalizaram R$ 1,14 bilhão. No total, os 20 clubes atingiram um faturamento de R$ 14,9 bilhões, com um endividamento de R$ 14,3 bilhões.
Os clubes que possuem patrocínios de empresas de apostas são:
– Atlético-MG (H2bet)
– Botafogo (Vbet)
– Chapecoense (Zeroum Bet)
– Corinthians (Esportes da Sorte)
– Cruzeiro (Betnacional)
– Flamengo (Betano)
– Fluminense (Superbet)
– Grêmio (Pitaco)
– Palmeiras (Sportingbet)
– Remo (Vai de Bet)
– Santos (Novibet)
– São Paulo (Superbet)
– Vasco (Sportingbet)
– Vitória-BA (7K)



