A internação domiciliar que culminou na morte de Diego Maradona foi caracterizada por uma desorganização extrema por parte da equipe médica, resultando em uma situação de abandono do ex-jogador, conforme exposto nesta quinta-feira, 8, pelo promotor que lidera o processo judicial acerca do falecimento do icônico atleta argentino.
Os profissionais que atenderam Maradona durante seus últimos dias estão sendo acusados de homicídio com dolo eventual, alegando que estavam cientes do risco que suas ações poderiam representar à vida do campeão mundial de 1986.
Maradona faleceu aos 60 anos no dia 25 de novembro de 2020, em decorrência de um edema pulmonar e parada cardiorrespiratória durante sua internação em Tigre, na área metropolitana da capital argentina. De acordo com Patricio Ferrari, um dos promotores do caso, a equipe médica violou seus deveres profissionais, com ações que contradizem os princípios da prática médica, omitindo intervenções essenciais e deixando o paciente em uma situação de vulnerabilidade.
A Promotoria argumenta que a morte de Maradona não foi um acidente inesperado e critica a qualidade do atendimento recebido. Cosme Iribarren, outro promotor envolvido no caso, afirmou que a morte poderia ter sido evitada e que o cuidado médico foi inadequado. Ferrari também mencionou que havia um grupo de profissionais mal preparados que não estava ciente da complexidade e fragilidade do paciente sob seus cuidados, fez suas declarações diante das três filhas de Maradona.
Desde abril, sete profissionais de saúde, incluindo dois médicos, uma psiquiatra, um psicólogo e um enfermeiro, estão sendo julgados em um tribunal de San Isidro, localizado na região norte de Buenos Aires. O julgamento está em sua fase final e deve se estender por mais duas semanas, com os réus enfrentando penas que podem chegar a 25 anos de prisão.


