sábado, outubro 10, 2026
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Polícia confirma falecimento da engenheira Vitória e relaciona o caso ao tráfico de drogas no Romão.

A Polícia Civil declarou que não há dúvidas sobre o assassinato da engenheira Vitória Espíndola, de 28 anos, cuja morte está ligada ao tráfico de drogas no Morro do Romão, em Vitória. O desaparecimento de Vitória foi registrado em 15 de outubro de 2025 e gerou uma investigação que culminou em uma operação contra membros do Terceiro Comando Puro (TCP), realizada no dia 7, resultando na prisão de ao menos 11 indivíduos.

De acordo com a delegada Gabriela Enne, do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), o inquérito sobre o desaparecimento de Vitória revelou indícios claros de homicídio. A polícia acredita que o corpo da engenheira esteja enterrado no Morro do Romão, embora a vasta área e as particularidades do terreno dificultem a localização.

Desde o desaparecimento, a Polícia Civil já efetuou várias operações e diligências na busca pela jovem, e novas ações estão previstas. A delegada revelou que a investigação sugere que, após uma decepção amorosa, Vitória se mudou do Mato Grosso do Sul para o Espírito Santo, onde se envolveu com um traficante, levando-a a viver no Morro do Romão. Durante esse período, a jovem teria sido obrigada a acumular uma dívida feita em seu nome, devido à introdução de drogas por parte de membros da organização criminosa.

A delegada também informou que o desentendimento relacionado a essa suposta dívida pode ter sido o estopim para a ordem de execução. Embora o homem que inicialmente a trouxe para o morro não seja considerado o responsável pela morte, a relação entre os dois havia terminado antes do homicídio.

O principal suspeito no caso é um dos líderes da organização criminosa, que se encontra foragido no Rio de Janeiro, enquanto um dos executores também é alvo de buscas pela polícia. A investigação revelou que o TCP exercia controle rígido sobre os moradores do Morro do Romão, com registros de ameaças a quem não cumprisse suas regras.

As apurações identificaram ainda o uso de olheiros e equipamentos de comunicação para monitorar as movimentações policiais, além de câmeras de videomonitoramento em pontos estratégicos da comunidade. Durante a operação realizada, foi apreendido um caderno que detalha a divisão de receitas do tráfico, bem como adesivos que indicam festas clandestinas promovidas para arrecadar fundos para a organização criminosa.

Durante a ação policial, um dos suspeitos tentou escapar através de um alçapão no teto de uma residência, mas foi capturado em flagrante. Apesar das prisões e das evidências coletadas, a localização do corpo de Vitória continua sendo uma prioridade nas investigações. A delegada Gabriela assegurou que a polícia continuará suas operações na região, com o objetivo de reunir informações que ajudem a esclarecer todos os aspectos do caso.

A Operação Hidra, que teve início no dia 7, contou com a participação de cerca de 140 policiais, incluindo apoio aéreo. O nome da operação faz alusão à Hidra de Lerna, uma criatura da mitologia grega que representa a complexidade e os múltiplos vínculos da estrutura criminosa investigada.

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