quarta-feira, outubro 14, 2026
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Ato unificado neste domingo contra a extrema direita busca atravessar a Terceira Ponte

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) anunciou uma nova manifestação marcada para este domingo, dia 18, às 15 horas, em Vitória. O evento tem como objetivo unificar várias mobilizações contra a extrema direita e em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República. A concentração dos manifestantes ocorrerá na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), antes de uma caminhada pela Terceira Ponte. Essa ação faz parte de uma estratégia para fortalecer a mobilização política nas ruas, continuando as manifestações pela democracia e pelos direitos sociais, além da defesa das universidades públicas.

Além do ato coordenado pelo DCE, o Partido dos Trabalhadores do Espírito Santo (PT-ES) também programou duas mobilizações para o mesmo dia. Uma será em Vila Velha, com concentração em Terra Vermelha no último viaduto que liga Vila Velha a Guarapari, e outra em Vitória, onde os participantes se encontrarão no Píer de Iemanjá, em Praia de Camburi, para uma caminhada. Na sexta-feira, dia 16, está previsto um bandeiraço na subida da Terceira Ponte, ampliando as mobilizações na Grande Vitória antes do segundo turno das eleições, agendado para o dia 25 de outubro.

Após a manifestação realizada na última terça-feira, a intenção dos militantes é fortalecer a articulação com sindicatos, grêmios estudantis e diversos movimentos sociais, que incluem entidades como a Adufes e o Sindicato dos Trabalhadores da Ufes (Sintufes). O DCE acredita que a disputa eleitoral deve ser acompanhada de uma organização contínua, independentemente dos resultados nas urnas. A vice-coordenadora geral, Emanuelle Afonso, destacou a importância da retomada das manifestações para revitalizar o movimento estudantil e promover maior participação política entre os estudantes.

O DCE promove a unificação das manifestações anteriormente previstas em horários diferentes, com a intenção de formar um grande ato. A proposta é que os participantes se reúnam na Ales, às 15 horas, para que o evento tenha impacto ao atravessar a Terceira Ponte. Também estão planejadas atividades nos bairros e dentro da universidade, visando aumentar o engajamento da população e dos estudantes. Assembleias e visitas estão sendo organizadas para estimular a participação eleitoral, especialmente em apoio à candidatura petista.

Emanuelle expressou preocupação em relação ao desinteresse de eleitores que não votaram no primeiro turno, enfatizando a importância de convencer a população a comparecer no segundo turno. A mobilização se opõe ao projeto político representado pela candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), pois, segundo o DCE, essa candidatura ameaça direitos sociais e o acesso à educação pública. Emanuelle destacou que o movimento luta contra a ascensão do conservadorismo e que os impactos desse projeto não afetam apenas as universidades, mas toda a sociedade.

A dirigente sublinhou que a mobilização deve ser constante, mesmo após as eleições. A formação do Congresso Nacional representa a necessidade de organização ativa para salvaguardar os direitos sociais. O DCE acredita que a pressão sobre os representantes eleitos e o fortalecimento de novas lideranças são fundamentais para proteger os interesses da classe trabalhadora.

Relatos de episódios de violência surgiram durante o ato de terça-feira, novamente lembrados por Emanuelle. Um caso particular envolveu um veículo que teria avançado sobre seus pés intencionalmente, e a vice-coordenadora informou que medidas legais estão sendo consideradas. Também foi mencionado que o deputado estadual Lucas Polese (PL) provocou constrangimento entre os manifestantes durante o ato, gravando-os com o intuito de intimidar.

Apesar das dificuldades enfrentadas, o DCE permanece comprometido em manter suas atividades e aumentar o diálogo com a comunidade. A manifestação deste domingo está inserida em um contexto mais amplo de resistência, e o movimento estudantil planeja continuar sua organização e pressão política mesmo após o dia da votação.

Na capital do Espírito Santo, além de Vitória, manifestações também estão programadas para cidades como Cachoeiro de Itapemirim e São Mateus. Uma mobilização em Colatina está marcada para quinta-feira, 15, e outra em Nova Venécia ocorrerá no sábado, 17. Essas atividades visam aumentar a presença do movimento no interior do estado e continuar a articulação de grupos progressistas que vêm se organizando desde o primeiro turno das eleições.

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