sábado, outubro 17, 2026
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Atriz Acompanha Pessoas em Seus Últimos Momentos de Vida

A atriz e modelo inglesa Gabriella Wilde, de 37 anos, famosa por sua atuação em “Mulher-Maravilha 1984” e “Doctor Who”, decidiu se tornar doula da morte, cargo que envolve fornecer suporte emocional a indivíduos em fase terminal e seus familiares. Gabriella compartilhou sua nova trajetória em uma aparição no programa britânico “This Morning”.

O fascínio de Gabriella pelo tema da mortalidade emergiu durante uma formação em psicoterapia, na qual começou a examinar a maneira como as pessoas lidam com o luto e a consciência da morte. Durante sua atuação na série “Poldark”, transmitida pela BBC entre 2016 e 2019, ela se dedicou a essa capacitação à noite.

A artista comentou que a escassez de diálogos francos sobre a morte pode complicar o processo para aqueles que enfrentam essa realidade e seus entes queridos. Para ela, discutir a morte de forma natural proporciona um ambiente de acolhimento em momentos sensíveis.

Gabriella também relatou que a vivência ao lado de pessoas no crepúsculo de suas vidas alterou sua própria percepção sobre a existência. Seu trabalho não só a levou a uma nova compreensão sobre a morte e o luto, mas também impactou significativamente sua visão sobre a vida cotidiana.

No início de sua nova função, Gabriella sentiu insegurança e enfrentou a síndrome do impostor, uma sensação comum de inadequação mesmo com a devida qualificação. Contudo, com o tempo, ela reconheceu que a essência da doula da morte reside em oferecer presença e apoio sem tentar controlar um processo que escapa ao seu domínio.

“Aprendi logo que tudo se resume a estar presente”, afirmou a atriz.

A função de uma doula da morte é oferecer auxílio emocional e conforto a pessoas nos últimos estágios da vida, juntamente com seus familiares. O suporte pode incluir conversas, escuta atenta e presença física, adaptando-se às necessidades de cada indivíduo.

Gabriella sublinhou que esse apoio não requer intervenções grandiosas; frequentemente, ações simples podem aliviar a solidão de quem está morrendo. “O processo está além do controle; o importante é fornecer um suporte calmo e gentil, até mesmo segurando a mão de alguém para que essa pessoa não se sinta isolada”, concluiu a atriz.

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