terça-feira, outubro 27, 2026
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Novas regras para alta hospitalar de pacientes do SUS no ES podem ser implementadas

Pacientes que recebem alta de instituições de saúde poderão se beneficiar de novas diretrizes de acompanhamento em casa no Espírito Santo. O objetivo da proposta é assegurar a continuidade do atendimento para aqueles que não necessitam mais de internação.

Essas diretrizes estão contidas no Projeto de Lei 407/2026, elaborado pelo deputado Denninho Silva, do partido União, e que já foi apresentado na Assembleia Legislativa do Estado.

De acordo com informações da Assembleia, o projeto aborda a desospitalização planejada, um processo que inclui um acompanhamento pós-alta. O parlamentar destaca que essa iniciativa pode levar à diminuição das internações prolongadas, além de reduzir os riscos de infecções hospitalares e reinternações que podem ser evitadas.

A proposta também inclui orientações para os familiares e cuidadores por parte da rede estadual de saúde. Segundo o deputado, “a organização da atenção domiciliar é fundamental para garantir a continuidade do cuidado e evitar abandono assistencial após a saída do hospital”.

O projeto prevê que aqueles hospitais que são financiados pelo Sistema Único de Saúde poderão implementar teleconsultas e telemonitoramento como parte do suporte pós-internação. O deputado ressalta que essas ferramentas modernas podem proporcionar um acompanhamento remoto mais eficiente, facilitar o acesso a profissionais de saúde, detectar precocemente sinais de alerta e fortalecer a resposta do sistema público.

A desospitalização planejada também contribuirá para a liberação de leitos, permitindo que sejam utilizados para atendimentos de urgência e outros procedimentos que requerem cuidados mais intensivos. O deputado também enfatizou que essa proposta não impõe a criação imediata de novos serviços, nem acarreta despesas automáticas ao Poder Executivo, além de não interferir na administração da saúde.

O texto do projeto permite que o Estado estabeleça parcerias e convênios para capacitar aqueles que irão cuidar dos pacientes. Grupos como idosos, pessoas com deficiência, crianças e adolescentes que necessitam de cuidados contínuos, bem como vítimas de violência doméstica, são indicados como prioritários para o atendimento após a hospitalização.

Agora, a proposta será analisada pelas comissões de Justiça, Saúde e Finanças antes de seguir para votação na Assembleia Legislativa.

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