sábado, outubro 17, 2026
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Antique Fair Transforms Nostalgia into a Cultural Experience in Vitória

Entre discos de vinil, câmeras fotográficas analógicas e itens de decoração que guardam décadas de história, a Rua da Lama e a Praça Getúlio Vargas, localizadas no centro de Vitória, tornam-se cenários de uma rica conexão entre gerações.

Por um lado, pessoas mais velhas revivem momentos de sua juventude; por outro, uma nova geração descoberta busca dar novos significados ao legado do passado. A Feira de Antiguidades, que atrai um público diversificado, acontece em duas ocasiões ao mês: no primeiro sábado de cada mês na Rua da Lama e no terceiro sábado na Praça Getúlio Vargas, a feira ocorre hoje nesta última.

Promovido pela Secretaria de Cultura de Vitória, o evento vai além da simples venda de relíquias, consolidando-se como um espaço de encontros sociais, arte e valorização da memória coletiva. Luiz Fernando de Andrade, um expositor de 63 anos e um dos organizadores da feira, chama a atenção dos visitantes com seu estande repleto de câmeras analógicas, cujos preços variam de R$ 90 a R$ 600.

“Trago a maior parte das câmeras de Londres, onde a preservação desse tipo de material é mais forte. O público jovem redescobriu o charme do analógico”, afirmou ele. Luiz também detalha como realiza a curadoria e definição de preços: “Levamos em consideração a raridade, o estado de conservação, o fator histórico e a data de produção. Com base nisso, estabelecemos o valor”.

A feira não se limita à venda de itens; é complementada por apresentações musicais, danças e palhaçaria, que encantam os visitantes. O maestro da Banda Sonatha, Hariton Nathanailidis, revelou que a banda alterna estilos musicais, utilizando instrumentos como trompete, clarinete e flauta.

O secretário de Cultura de Vitória, Edu Henning, salientou que a feira atrai visitantes de municípios vizinhos e até de outros estados, funcionando como um ponto turístico. Ele destacou que a revitalização da Rua da Lama favoreceu a realização do evento na cidade, pois locais boêmios são conhecidos por abrigar feiras de antiguidades ao redor do mundo.

Na feira, os amigos Robson Rezende, 58 anos, Regina Célia Hemerly, 67, e Francisco Xavier Hemerly, 68, exibem pratos, xícaras, porcelanas e peças de prata. O grupo expressou sua alegria ao perceber que a juventude valoriza itens do passado, ressaltando que “preservar a antiguidade é preservar nossa própria história”.

A paixão pelo vinil também é evidente. Oldair Lana Christ, de 53 anos, é um expositor que vende discos desde a primeira edição da feira, observando um retorno do público ao formato. Os LPs são oferecidos com preços que vão de R$ 10 a R$ 120. “Iniciei minha coleção nos anos 2000. Com o renascimento do vinil a partir de 2012, ampliei meu acervo para a venda”, contou.

A Feira de Antiguidades é uma jornada para o professor de Biologia Allan Fraga, de 44 anos, que viaja de Venda Nova do Imigrante para Vitória com a esposa, Vera Lenk, 49 anos, e o filho, Pedro Miguel, de 13 anos, duas vezes por mês. Ingressando no mercado de antiguidades há 15 anos, Allan utiliza a feira para mostrar suas coleções.

Quanto aos detalhes do evento, a Feira de Antiguidades do Jardim da Penha é realizada no primeiro sábado de cada mês na Rua da Lama, funcionando das 9h às 16h. Já a feira no Centro acontece na Praça Getúlio Vargas no terceiro sábado, com 22 expositores. Além da venda, as atividades incluem artistas de rua e apresentações da Banda Sonatha, que traz diversos ritmos ao público.

Outra opção é a feira que acontece no Tiffany Center Shopping, em Santa Lúcia, no segundo sábado de cada mês, das 9h às 15h, reunindo itens de antiquário, vintage e de colecionismo. A entrada é gratuita para os visitantes interessados em explorar o rico acervo.

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