domingo, outubro 11, 2026
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Ataque atribuído aos Houthis no aeroporto de Riade resulta em ao menos 12 mortos

No último sábado, um ataque atribuído aos combatentes houthis, que são apoiados pelo Irã, resultou na morte de pelo menos 12 pessoas e deixou 309 feridos no Aeroporto Internacional de Riade, conforme anunciou neste domingo (11) a autoridade de aviação civil da Arábia Saudita.

Entre os mortos, estão quatro cidadãos sauditas e oito estrangeiros, incluindo um americano. A autoridade destacou que a maioria dos feridos apresenta “lesões graves” e informou sobre danos materiais significativos ocasionados pelo ataque.

Uma das vítimas fatais foi identificada como um comissário de bordo egípcio a serviço de uma companhia aérea saudita, enquanto outra vítima era um palestino que possuía documentos de viagem do Egito. As autoridades de saúde convocaram uma mobilização incomum de médicos para atender a uma “emergência grave”, enquanto várias embaixadas estrangeiras aconselharam seus cidadãos a evitar o aeroporto, que suspendeu suas operações após o ataque.

A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo iemenita, emitiu uma declaração neste domingo acusando os houthis de perpetrar o ataque e prometendo uma resposta “firme” a que considerou um “crime de guerra”.

Os houthis têm intensificado seus ataques contra a Arábia Saudita desde julho, quando uma trégua com o governo iemenita apoiado por Riade chegou ao fim, visando aeroportos, instalações petrolíferas e petroleiros.

O governo saudita, em regra, evita reconhecer publicamente que ataques houthis atinjam civis e, nas últimas semanas, quase não se pronunciou sobre esses incidentes. Até agora, o movimento não reivindicou a responsabilidade pelo ataque do último sábado.

Testemunhas relataram ouvir uma explosão enquanto esperavam para embarcar em um voo, com uma delas informando ter visto um impacto que causou feridos e gerou pânico entre os passageiros. Uma das testemunhas afirmou: “Estava no portão 403. Vi como atingiram o 401, vi feridos (…) Todo mundo corria”. Um familiar de uma das vítimas mencionou lesões provocadas por estilhaços de vidro, e várias testemunhas confirmaram que o aeroporto estava sendo evacuado.

Uma fonte revelou que por volta das 15h locais (9h no horário de Brasília), um míssil havia atingido o aeroporto. “Os houthis estão atacando alvos civis”, destacou essa fonte.

O auge do conflito no Iêmen se intensificou após o colapso de uma trégua de quatro anos mediada pela ONU, em meio ao aumento da guerra regional no Oriente Médio. A Arábia Saudita lidera uma coalizão internacional que oferece apoio militar ao governo iemenita e tem participado ativamente na guerra civil no país vizinho.

A embaixada dos Estados Unidos na Arábia Saudita confirmou que estava ciente dos ataques ao aeroporto de Riade e orientou seus cidadãos a evitarem a área. O presidente americano, Donald Trump, anunciou que tomará uma decisão “muito em breve” sobre a eventual participação dos EUA nos ataques da Arábia Saudita contra os houthis.

Embaixadas de países como Canadá, Alemanha e Espanha emitiram alertas semelhantes, com a representação diplomática espanhola alertando no X sobre um “novo ataque (…) dos houthis.” Um diplomata ocidental afirmou que diversas embaixadas proibiram o deslocamento de seu pessoal para o aeroporto de Riade na próxima semana.

Enquanto isso, em solo iemenita, forças governamentais, auxiliadas pela Arábia Saudita, estão avançando contra os houthis em áreas anteriormente conquistadas nos arredores do estratégico Estreito de Bab el Mandeb. Recentemente, o governo iemenita anunciou uma contraofensiva para recuperar as regiões dominadas pelos houthis, que haviam tomado toda a costa oeste do país em uma rápida ofensiva.

Os houthis reconheceram os ataques das forças governamentais na região de Bab el Mandeb, uma rota crucial para o transporte de petróleo e mercadorias pelo Mar Vermelho, porém afirmaram ter repelido essas ofensivas. As alegações de ambas as partes carecem de verificação independente, dada a natureza dinâmica do conflito e as severas restrições ao acesso de jornalistas.

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