quinta-feira, outubro 15, 2026
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Ato unificado neste domingo contra a extrema direita pretende cruzar a Terceira Ponte

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) organizou uma nova manifestação para este domingo (18), com início às 15 horas, na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), em Vitória. O objetivo do ato é mobilizar diferentes grupos contra a extrema-direita e apoiar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência. A proposta inclui uma caminhada pela Terceira Ponte, como parte de uma estratégia mais ampla de engajamento político e continuidade das manifestações em defesa da democracia e dos direitos sociais.

Além do evento do DCE, o Partido dos Trabalhadores do Espírito Santo (PT-ES) convocou duas mobilizações para domingo, às 9 horas. Uma ocorrerá em Vila Velha, com concentração em Terra Vermelha, onde os participantes realizarão uma caminhada pelo bairro. Em Vitória, o ponto de encontro será no Píer de Iemanjá, na Praia de Camburi, onde os manifestantes também farão uma caminhada. Na sexta-feira (16), está programado um bandeiraço na Terceira Ponte, complementando as ações na Grande Vitória antes do segundo turno das eleições.

Após um ato realizado na terça-feira (13), a intenção dos militantes é estreitar relações com sindicatos, associações estudantis e movimentos sociais, como a Adufes, o Sindicato dos Trabalhadores da Ufes (Sintufes) e o Sinasefe. A mobilização busca também convencer eleitores nas comunidades da Grande Vitória. O DCE acredita que a política não se resume ao período eleitoral, enfatizando a importância da continuidade da organização política, independentemente do resultado das eleições.

A vice-coordenadora geral do DCE, Emanuelle Afonso, ressaltou a importância da manifestação anterior e a relevância de retomar atos que tenham expressividade. A mobilização de domingo visa combinar ações planejadas por diferentes grupos, que estavam agendadas para horários distintos. A proposta é que a concentração unificada às 15 horas na Ales resulte em um ato significativo, capaz de atravessar a Terceira Ponte.

O movimento também planeja realizar atividades nos bairros e dentro da universidade. Uma assembleia com a participação de frentes sindicais foi agendada para esta quarta-feira (14) no campus de Goiabeiras da Ufes, com o propósito de definir as próximas ações e os locais prioritários para conversas com a população. A estratégia inclui visitas às comunidades e interações com estudantes, professores e técnicos administrativos, além de incentivar a participação eleitoral e o voto na candidatura petista.

Emanuelle expressou também suas preocupações sobre eleitores que, devido às longas filas do primeiro turno, deixaram de votar. O DCE busca ampliar o convencimento político e estimular a participação no segundo turno das eleições, em contraponto ao que consideram um risco representado pela candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), que, segundo a entidade, ameaça direitos sociais, a educação pública e a permanência estudantil. A crítica é centrada na possibilidade de cortes no orçamento e restrições de direitos, enfatizando que a disputa eleitoral transcende a escolha de candidatos.

As consequências das políticas da extrema-direita também foram destacadas, afetando diversos grupos sociais, como mulheres, pessoas negras, a população LGBTQIA+ e trabalhadores. Emanuelle classifica este projeto como uma ameaça à sociedade como um todo.

Ela defendeu a importância de uma mobilização contínua, ressaltando que a composição do Congresso Nacional exige uma organização duradoura para que os parlamentares sejam pressionados e retrocessos sociais sejam evitados, independentemente do resultado da eleição presidencial.

O DCE acredita que a capacidade de pressão de movimentos sociais e estudantis deve ser mantida, assim como o fortalecimento de novas lideranças comprometidas com os direitos da classe trabalhadora. Emanuelle observou que a diminuição das mobilizações abriu espaço para discursos conservadores nas universidades, afirmando que a luta é essencial para garantir os direitos futuros.

Durante a manifestação de terça-feira, Emanuelle relatou incidentes de violência e intimidação. Um veículo, por exemplo, teria passado intencionalmente sobre seus pés. A tentativa de constranger manifestantes por parte de um deputado estadual bolsonarista foi também mencionada, onde o registro de participantes visava intimidar os que se opõem a sua posição política.

Apesar dos obstáculos, a intenção do DCE é continuar suas atividades e aumentar o diálogo com a população, considerando essa mobilização fundamental para enfrentar a extrema-direita e promover a participação política.

A manifestação de domingo é parte de um esforço mais amplo, e o DCE está comprometido em manter a organização coletiva e a pressão política após o segundo turno, focando em questões relacionadas aos direitos sociais, orçamento público e o futuro das universidades.

Além das atividades em Vitória, atos também serão realizados em outras cidades do estado, como em Cachoeiro de Itapemirim e São Mateus. Uma mobilização em Colatina está marcada para quinta-feira (15), às 17h30, na Praça da Câmara Municipal, e em Nova Venécia, um ato ocorrerá no sábado (17), a partir das 8h, na Praça Adélio Lubiana, seguindo a agenda de mobilizações regionais.

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