O senador Camilo Santana (PT-CE), que atua como um dos coordenadores da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou nesta quarta-feira, 21, que o presidente irá submeter uma resposta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em relação à proposta de abertura de sigilos dos candidatos à Presidência e seus familiares. Segundo Camilo, a campanha do PT “não se opõe a nada” que Flávio Bolsonaro (PL) tenha sugerido.
“Após Flávio Bolsonaro ter protocolado no TSE, três dias após o desafio de Lula para que ele abrisse seu sistema bancário, ele apresentou uma série de condicionantes, tentando contornar o que o presidente propôs, que é deixar claro quem é honesto e quem não é neste país. Em resposta, a única coisa que o presidente tem a dizer é que não se opõe a nada do que ele falou”, declarou Camilo em entrevista a jornalistas.
O senador, no entanto, expressou estranheza ao mencionar a exclusão de uma empresa chamada Alcazar na lista de entidades que teriam o sigilo rompido, empresa pertencente a Willer Tomaz, um advogado amigo de Flávio. Camilo destacou que o senador é investigado pela Polícia Federal como suposto “usuário master” da conta da referida empresa.
“A primeira reação é de estranheza por ele ter retirado essa empresa da lista. Que a imprensa possa vê-lo cobrar a razão dessa retirada. Que ele cumpra o que foi solicitado”, afirmou Camilo.
O senador garantiu que Lula fará o protocolo do documento no TSE às 11h desta quinta-feira, 22, e informou que Flávio teve até essa hora para aceitar os termos da proposta de derrubada de sigilos.



