terça-feira, agosto 25, 2026
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Compromisso com o Banestes Público e Estadual

O prefeito Lorenzo Pazolini não compareceu ao evento do Banestes e não firmou compromisso com as propostas discutidas, enquanto a revogação da lei LGBT não se concretizou; os debates sobre liberdade de expressão e outros tópicos importantes também foram abordados.

No último sábado (22), o Sindicato dos Bancários do Espírito Santo (Sindibancários-ES) organizou o Congresso em Defesa do Banestes Público e Estadual. Durante o evento, os cinco candidatos ao governo foram convidados a assinar um termo de compromisso pela manutenção do Banestes como uma instituição pública e estadual. Os candidatos Helder Salomão (PT), Rafael Demuner (UP) e Ricardo Ferraço (MDB) compareceram e formalizaram sua assinatura. Breno Barcelos (Missão) enviou um representante e manifestou intenção de assinar o documento futuramente. Em contraste, Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi o único a não comparecer ou se comprometer com a causa. Em 2021, sua administração negociou a folha de pagamento dos servidores da Prefeitura de Vitória com o Bradesco por R$ 39,1 milhões, alegando que a folha era um “ativo” importante, enquanto bancos públicos, como o Banestes, não contribuíam financeiramente aos cofres públicos.

Lucro e defasagem salarial

Segundo o Sindibancários, entre 2016 e 2025, o lucro do Banestes subiu 156,3%, superando o lucro do Itaú, que ficou em 111,4%. No entanto, o reajuste salarial acumulado para os funcionários do banco foi apenas de 58,3%, resultando em uma discrepância de 98% em relação ao lucro, com perdas salariais atingindo 33,3%. Em 2023, o ex-governador Renato Casagrande (PSB) promulgou a lei do Programa de Parcerias de Investimentos do Estado do Espírito Santo (PPI/ES), que prevê ações de desestatização e parcerias com a iniciativa privada. O Sindibancários acredita que isso pode levar a uma “privatização fatiada” do Banestes.

Compromissos dos candidatos

Ricardo Ferraço, atual governador e candidato à reeleição, afirmou: “Quando o Banestes cresce, o Espírito Santo se fortalece. E, na minha convicção, enquanto eu continuar liderando o Espírito Santo, ele vai continuar sendo público e vai continuar sendo do povo capixaba.” Helder Salomão anunciou sua assinatura do compromisso, assegurando que o Banestes deve ser um banco forte e atuar em favor do Estado. O evento também contou com a participação de membros do “Time do Lula”, incluindo o senador Fabiano Contarato (PT) e a deputada estadual Camila Valadão (Psol), ambos de olho na reeleição.

Defesa do Banestes

Rafael Demuner, que representa a esquerda radical na disputa, destacou a importância de um Banestes público e estadual que mantenha sua função social, como financiar a agricultura familiar e habitação popular, afirmando: “O Banestes é nosso! E nós o defenderemos sempre!” Danley Vieira, representante do Missão, também se manifestou contra a privatização do banco, o que contrasta com a postura ultraliberal do Movimento Brasil Livre (MBL), do qual o partido surgiu, embora atualmente adotem uma posição mais moderada.

Tentativa de revogação da lei LGBTQIAPN+

Na Câmara de Vereadores de Vitória, manifestantes ligados ao Conselho Estadual LGBT se reuniram nesta segunda-feira (24) para protestar contra um projeto que propunha a revogação da lei municipal 8.627/2014, que estabelece penalidades para discriminação contra pessoas LGBTQIAPN+. O autor da proposta, Davi Esmael (Republicanos), argumentou que a lei é inconstitucional e invoca a “competência da União”, além de ser comparada a um “tribunal de exceção”. Contudo, o projeto foi retirado de pauta antes do início da sessão.

Reações e posições políticas

O vereador Armandinho Fontoura (PL) questionou a retirada do projeto, enquanto o presidente da Câmara, Anderson Goggi, fez insinuantes comentários sobre “mistérios”. Fontoura criticou a decisão como uma “covardia do Davi” e pediu a inclusão de seu próprio projeto, polêmico por prever a proibição da Marcha da Maconha. Por sua vez, Leonardo Monjardim (Novo) pediu mais convicção dos políticos, afirmando que o período eleitoral deveria servir para apresentar as questões polêmicas aos eleitores.

Fundamentos da lei de combate à discriminação

A legislação de 2014 prevê sanções administrativas, como multas, para várias formas de discriminação, abrangendo não apenas a questão LGBTQIAPN+, mas também aspectos como origem, raça, idade, sexo e cor. Em 2019, uma emenda reforçou que as punições não afetam o exercício da liberdade religiosa.

Liberdade de expressão e novas legislações

Na mesma sessão, a Câmara de Vitória aprovou um projeto que institui o Dia Municipal da Liberdade de Expressão no dia 7 de setembro, uma proposta do vereador Darcio Bracarense (PL). Embora o projeto acrescente uma nova data ao calendário, ele carrega simbolismo ideológico. A oposição, embora defenda a liberdade de expressão, alertou que esta não deve permitir crimes, destacando contradições em comportamentos de alguns bolsonaristas ao silenciar críticos. No voto, Ana Paula Rocha (Psol) e Karla Coser (PT) se abstiveram, enquanto os demais apoiaram a proposta.

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