domingo, outubro 11, 2026
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EUA proíbe Microsoft e outras big techs de participar de programa que concede green card a funcionários

O governo dos Estados Unidos está promovendo novas investigações que afetam não apenas a Microsoft, mas também grandes empresas de tecnologia e consultoria, incluindo Adobe, Cognizant, Infosys, Tata Consultancy Services (TCS), Wipro, HCL e Capgemini. Além disso, a administração está investigando nove universidades renomadas, como Harvard, Yale, Stanford, Brown e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). O foco é a suposta utilização inadequada de vistos de intercâmbio da categoria J-1 para a contratação de estrangeiros, com o intuito de baixar os salários pagos aos trabalhadores americanos.

Empresas do setor tecnológico nos EUA defendem que a contratação de profissionais estrangeiros é necessária devido a uma série de fatores, como a alta demanda por habilidades especializadas, lacunas na formação da força de trabalho local e incentivos econômicos. Os empresários alegam que as universidades locais não estão formando engenheiros e especialistas em ciência da computação em quantidade suficiente para suprir a crescente necessidade do setor. Um relatório aponta que, até 2035, o país enfrentará uma carência anual de 1,7 milhão de profissionais qualificados, com os programas de capacitação atuais garantindo apenas 55 trabalhadores para cada 100 requisitados.

Além disso, a maioria dos estudantes de doutorado em ciência da computação e engenharia nas instituições de ensino superior dos Estados Unidos é composta por talentos internacionais. Esses estudantes também são responsáveis pela fundação de mais de 50% das startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão no país.

As medidas do governo Trump, que incluem um conjunto de ações contra a contratação de profissionais estrangeiros, visam argumentar que essas práticas diminui as oportunidades de emprego para americanos. Em setembro de 2025, foi fixada uma taxa de 100 mil dólares para novos pedidos de vistos H-1B destinados a trabalhadores estrangeiros.

Recentemente, o governo americano introduziu uma nova regra que amplia os critérios utilizados na análise de pedidos de residência permanente. Esta medida permite que agentes de imigração considerem uma gama mais ampla de benefícios públicos ao avaliar se um estrangeiro pode ser classificado como um “public charge”, ou seja, alguém visto como potencialmente dependente do governo.

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