Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro, autoproclamou-se “presidente eleito” do Brasil após deixar o país para os Estados Unidos em 28 de outubro de 2026. A declaração ocorreu em uma carta que circulou entre seus apoiadores, na qual se referiu à sua derrota nas eleições presidenciais de 2026, ocorridas no último domingo (25), contra Lula, do PT.
Em sua mensagem, Flávio se dirigiu ao público brasileiro e à comunidade internacional, afirmando ser o legítimo presidente eleito. O comunicado foi divulgado por pessoas próximas à família Bolsonaro que estão nos EUA, incluindo o comentarista político Paulo Figueiredo e o ex-policial militar André Porciuncula.
O senador expressou gratidão ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo acolhimento recebido. Ele ressaltou que a terra americana é um bastião de liberdade e valores comuns aos que defende no Brasil. Na carta, Flávio reafirma sua intenção de liderar a oposição brasileira a partir do exterior e repete a alegação de fraude na eleição, sem apresentar evidências, além de criticar o Supremo Tribunal Federal.
Flávio chegou a Miami após ter saído do Brasil pela fronteira com a Argentina, utilizando um voo particular que fez uma parada no Equador. A viagem aconteceu após uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinando a entrega de seus passaportes em um inquérito que investiga sua suposta participação em lavagem de dinheiro. O senador negou qualquer irregularidade.
A declaração do senador marca uma mudança drástica em sua postura, já que na véspera ele havia informado que aceitaria a derrota e que não pretendia deixar o país. Aliados próximos indicaram que, um dia antes, tentaram persuadi-lo a recuar após sua insinuação de que não reconheceria o resultado das urnas.
Além disso, Flávio estava acompanhado de sua esposa, Fernanda, e de suas duas filhas durante a viagem a Miami.



