A paralisação dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal prossegue sem previsão de término, após as negociações referentes ao Acordo Coletivo de Trabalho não alcançarem um resultado satisfatório. Na manhã do dia 24, a instituição formalizou um pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
No dia anterior, 23, ocorreu uma sessão de mediação realizada pela Vice-Presidência do TST, com a participação de representantes da Caixa, da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (CUT) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito. O encontro, no entanto, não resultou em um consenso.
Com a solicitação do dissídio coletivo, a Caixa leva a questão para a Justiça do Trabalho, mas ainda não há informações sobre prazos para a análise do caso pelo TST ou sobre o agendamento de novas reuniões entre os envolvidos.
Os líderes Carlos Pereira de Araujo e Ronan Teixeira, que fazem parte do Comando Nacional, estão reunidos para debater os próximos passos do movimento. Ronan Teixeira enfatizou a importância de manter a mobilização: “A greve não acabou. É preciso manter a nossa mobilização nos piquetes. Vamos continuar fortes no nosso movimento reivindicando uma proposta melhor”.
A greve, que teve início no dia 10 de setembro, é motivada, entre outros fatores, por críticas à alteração proposta para o Saúde Caixa, o plano de saúde dos funcionários. O sindicato denuncia que essa mudança aumenta a contribuição da Caixa de 6,5% para 8%, além de elevar a participação dos trabalhadores de 7% para 9%.
Anteriormente, os bancários do Banco do Brasil também estiveram envolvidos na greve, mas decidiram retornar ao trabalho em 13 de setembro, após aceitarem a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho referente ao período de 2026 a 2028.



