quinta-feira, agosto 27, 2026
IníciomundoIrã adverte nações que se unirem à guerra econômica dos EUA: 'Consequências...

Irã adverte nações que se unirem à guerra econômica dos EUA: ‘Consequências virão’

O Irã emitiu um alerta, nesta segunda-feira, 24, sobre possíveis “consequências” para países que se unirem à campanha de “guerra econômica” contra a nação, promovida pelos Estados Unidos. A declaração foi feita um dia após Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, afirmar que essa ofensiva financeira será a “maior já realizada contra um adversário” e que mais detalhes sobre o “Dia D econômico” seriam apresentados em breve.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que as advertências foram claramente comunicadas, destacando que qualquer colaboração com os EUA em suas ações contra o Irã resultará em consequências diretas.

No dia anterior, Bessent usou sua conta no X (ex-Twitter) para afirmar que as sanções entrarão em vigor após os EUA “desmantelarem as capacidades militares do Irã, destruindo praticamente todas as suas fábricas militares e encerrando seu programa nuclear”. Uma coletiva de imprensa está prevista para anunciar mais informações sobre as sanções nesta segunda-feira, às 14h, no horário de Brasília.

A resposta do governo iraniano veio rapidamente através de Kazem Gharibabadi, vice-chanceler do Irã, que questionou a narrativa de que as forças militares do Irã foram efetivamente desmanteladas, insinuando que tal esforço dos EUA poderia indicar um reconhecimento de fraqueza.

Mohsen Rezaei, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, também se manifestou, afirmando que qualquer apoio a essas sanções será visto como um “ato de guerra”. Rezaei acrescentou que o Irã reagirá de forma decisiva, com uma promessa de uma resposta “sísmica” ao governo de Donald Trump.

Ele advertiu que, se a guerra econômica persistir, a exportação de petróleo será inviabilizada, seja através do Estreito de Ormuz ou qualquer outro canal no Golfo Pérsico. O Irã trataria qualquer envolvimento de outras nações na guerra econômica dos EUA contra o povo iraniano como um ato hostil.

Desde a revolução islâmica de 1979, o Irã já enfrenta diversas sanções tanto americanas quanto internacionais. Recentemente, Trump declarou que as pressões econômicas seriam ampliadas a um nível sem precedentes, buscando que outras nações, especialmente a China, que importa quase 90% do petróleo iraniano, se unissem a essa estratégia de isolamento de Teerã. A China, no entanto, já expressou desaprovação em relação a essas medidas e defende soluções políticas.

No cenário do conflito, os EUA e Israel intensificaram ações militares no Oriente Médio contra o Irã a partir de 28 de fevereiro, resultando em retaliações em diversas áreas. Um cessar-fogo firmado em 8 de abril pôs fim a quase 40 dias de bombardeios, mas o controle do Estreito de Ormuz se tornou um aspecto crucial do embate. O Irã mantém o controle desta rota estratégica para o comércio de combustíveis e exige que os EUA levantem bloqueios a seus portos e eliminem sanções petrolíferas antes de permitir a abertura da passagem.

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Advertisment -
Google search engine

mais vistos

comentarios