quinta-feira, agosto 27, 2026
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Juiz rejeita solicitação de sigilo de Cinelli e mantém processo do caso Apex em público

O juiz Marcos Pereira Sanches refutou o pedido de sigilo solicitado por Fernando Cinelli, ex-presidente da Apex Partners, em relação ao novo processo instaurado pela sua defesa. Na decisão, datada de quinta-feira (20), o magistrado enfatizou a impossibilidade de restringir o acesso público aos autos devido ao princípio constitucional que garante a publicidade e a transparência dos atos judiciais.

Entretanto, o juiz estabeleceu proteção para os dados bancários apresentados no processo nº 5038678-20.2026.8.08.0024, referente à ação movida por Cinelli. Isso significa que, apesar da continuidade da publicidade do processo, os documentos que contêm informações financeiras sensíveis não estarão disponíveis para consulta pública. Assim, a decisão busca equilibrar o interesse da sociedade em acompanhar o caso com a necessidade de resguardar dados bancários pessoais. Portanto, enquanto o processo de Cinelli permanecerá acessível, as informações relacionadas a suas finanças ficarão protegidas.

A nova decisão indica que a ação ainda se encontra na fase inicial. O juiz aguarda que a defesa cumpra uma ordem anterior para realizar ajustes na petição. Adicionalmente, determinou que a Apex e as demais empresas implicadas apresentem suas manifestações sobre os pedidos feitos por Cinelli no prazo de dez dias. Assim, a análise do mérito das alegações do ex-presidente ainda não foi realizada.

### Pressão por documentos continua

Em outra decisão, proferida em um momento semelhante, Marcos Pereira Sanches abordou o processo central da crise da Apex, que envolve a companhia e mais 177 entidades. O juiz estabeleceu prazos para que a Apex, a Laspro Consultores e o Ministério Público do Espírito Santo se manifestem sobre novos documentos e solicitações apresentadas pelas partes.

O magistrado também reafirmou um prazo de 72 horas para que o grupo forneça as informações requisitadas pela Laspro, contados a partir do dia 18. Após esse período, a consultoria deverá informar se a Apex atendeu à solicitação. Além disso, o juiz estipulou que a primeira visita técnica às empresas deve ocorrer, sem adiamentos, até a quarta-feira, dia 26 de agosto. A Apex será responsável por facilitar as visitas subsequentes necessárias para a conclusão do levantamento.

As duas decisões não atribuem culpa nem definem responsabilidades referentes às inconsistências financeiras que estão sendo investigadas. No entanto, mantêm a supervisão pública sobre a apuração, com a ressalva dos dados bancários e intensificam a pressão pela apresentação de documentos. Cinelli não conseguiu restringir o novo processo ao público, enquanto a Apex continua obrigada a divulgar suas informações ao auxiliar nomeado pela Justiça.

### Outro lado

A defesa de Fernando Cinelli declarou que “reforça a necessidade de uma apuração documental independente sobre os dados das empresas e sobre a cadeia de informações e decisões dentro da Apex. Esse foi o propósito da ação ajuizada, visando a preservação e exibição de documentos que possam esclarecer as operações e os respectivos centros de decisão e responsabilidade”.

Além disso, a defesa afirmou que “Cinelli reafirma sempre ter atuado em sua posição executiva com seriedade e transparência, reiterando seu total comprometimento em esclarecer os fatos”.

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