Artigo de Marcus Magalhães, empresário e presidente do Sindicato dos Corretores de Café do Espírito Santo, ressalta a diversidade do agro capixaba
Em diversas visitas pelo Espírito Santo, pude participar de vários eventos e observar realidades que reforçam uma importante convicção: a riqueza do agro capixaba é muito mais ampla e diversa do que muitas vezes conseguimos perceber.
O café, por exemplo, figura como uma das principais forças do Estado, recebendo reconhecimentos tanto a nível nacional quanto internacional. No entanto, é fundamental que não deixemos essa identidade tão forte diminuir nossa percepção da verdadeira dimensão do agronegócio em nossa região.
Por trás de cada atividade produtiva, existem indivíduos que fazem a diferença. São famílias que criam legados, empreendedores que transformam desafios em oportunidades e iniciativas que merecem reconhecimento. Estes esforços não apenas impulsionam as economias locais, mas também geram empregos e transformam comunidades, embora muitas vezes não recebam a visibilidade que merecem.
O Espírito Santo não é apenas café; é também pimenta-do-reino, cacau, fruticultura, proteína animal, florestas plantadas, cana-de-açúcar, além de uma vasta gama de frutas, legumes e verduras. Essas diversas cadeias produtivas ilustram a capacidade empreendedora e a riqueza da biodiversidade das nossas regiões.
Cada setor tem suas próprias características, desafios e oportunidades. Existem produtos com grande potencial de mercado, projetos que podem atrair investimentos e áreas que precisam ser melhor conhecidas, tanto pelos capixabas quanto por todo o Brasil e o mundo.
A partir de 2027, é vital reconsiderarmos a maneira como divulgamos o agro do Espírito Santo. Este pode ser o momento de ir além de iniciativas isoladas, criando novas oportunidades para conectar diferentes cadeias produtivas, aproximar pessoas, compartilhar conhecimentos e mostrar ao mercado tudo o que o Estado tem a oferecer.
Devemos pensar em espaços para encontros, integração e negócios capazes de unir essa diversidade e demonstrar que, juntos, podemos alcançar resultados muito mais significativos. É essencial criar uma agenda que valorize tanto os grandes protagonistas quanto aqueles que, fora dos holofotes, contribuem diariamente para o setor.
Essa união é indispensável entre instituições, produtores, empresas, cooperativas e entidades representativas. É preciso planejamento, comunicação eficiente, conhecimento de mercado e uma visão progressista.
Mostrar não apenas o que produzimos, mas quem está por trás de cada produção e o impacto das atividades agropecuárias é crucial para transformar essa visibilidade em negócios.
Estou empenhado em trabalhar para conectar e valorizar essas facetas do nosso agro. Tenho plena convicção de que devemos ampliar esse esforço, envolvendo um número maior de pessoas e instituições em torno de um objetivo comum.
O agronegócio capixaba possui uma riqueza imensa a ser revelada, e é hora de encontrarmos novas formas de unir forças, compartilhar histórias e projetar esta riqueza para além de nossas fronteiras.
Dar visibilidade ao agro é, acima de tudo, valorizar as pessoas, fortalecer as regiões e abrir novas oportunidades de desenvolvimento. O agronegócio do Espírito Santo tem muito a oferecer ao Brasil e ao mundo.



