Um homem de 36 anos, chamado Carlos Eduardo de Miranda Francisco, faleceu após ser atingido por disparos de um policial militar. O incidente ocorreu quando Carlos Eduardo esfaqueou um homem dentro de uma igreja evangélica localizada no bairro Justiça II, em Anchieta, no Litoral Sul do Espírito Santo.
O ocorrido se deu na noite de sábado, 22. Imagens de câmeras de segurança capturaram um momento em que um grupo estava reunido para um culto na parte externa da igreja. Em meio à celebração, um homem começou a correr, sendo perseguido por outro indivíduo, gerando pânico entre os presentes.
De acordo com informações da Polícia Militar, o homem que fugia havia sido esfaqueado anteriormente por Carlos Eduardo. Ferido, ele buscou abrigo na entrada da igreja, onde pediu socorro. A polícia relatou que Carlos Eduardo, portando uma faca, tentou atacar a vítima novamente, culminando em uma nova agressão na frente de várias pessoas que assistiam.
O pastor da igreja interveio e, segundo a polícia, foi ameaçado por Carlos Eduardo com a faca. Mesmo dentro do templo, ele continuou a atacar a vítima.
Um policial militar que estava de folga e participava do culto se apresentou e ordenou que Carlos Eduardo parasse o ataque. Como não obedeceu e continuou a agressão, o policial atirou duas vezes contra ele.
Carlos Eduardo foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Anchieta, mas não sobreviveu aos ferimentos. A vítima da facada também recebeu atendimento médico, sendo transferida posteriormente para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência, em Vitória.
Após o incidente, o policial foi conduzido à Delegacia Regional de Guarapari para prestar esclarecimentos. A Polícia Civil informou que, após ouvir o depoimento do militar, ele foi liberado, pois a autoridade policial entendeu que ele agiu em legítima defesa.
O corpo de Carlos Eduardo foi enviado ao Instituto Médico-Legal (IML) da Polícia Científica, onde será necropsiado e, em seguida, entregue aos familiares. O caso segue sob a responsabilidade da Delegacia Regional de Guarapari.
Com informações da repórter Rafaela Patrício, da TV Vitória/Record.



