Três indivíduos foram condenados pelo homicídio qualificado de Daniel Moreira Patrício, assassinado a tiros em agosto de 2020, na porta de sua casa no bairro das Laranjeiras, em Jacaraípe, na Serra. A mãe da vítima testemunhou o momento em que seu filho caiu ao chão após os disparos.
Segundo a decisão judicial, o crime foi premeditado, motivado pela relação de Daniel com a ex-esposa de Helienay Martins Oliveira, identificado como o mandante do assassinato. Helienay teria contratado Thiago dos Santos Monteiro para executar o crime, com a colaboração de Paulo Vitor da Silva Gonçalves como intermediário.
O julgamento teve início na terça-feira (13) e se estendeu até a madrugada de quarta-feira (14), resultando nas seguintes penas para os réus: Helienay Martins Oliveira foi condenado a 30 anos de prisão; Thiago dos Santos Monteiro a 23 anos, 5 meses e 7 dias; e Paulo Vitor da Silva Gonçalves a 21 anos, 10 meses e 15 dias. Os jurados reconheceram que o crime foi motivado por razões torpes, envolveu pagamento pela execução e utilizou recursos que dificultaram a defesa da vítima.
A Justiça determinou que os condenados cumpram suas penas inicialmente em regime fechado e autorizou o início imediato do cumprimento das sentenças. Além disso, foi estabelecido que os três réus paguem conjuntamente uma indenização mínima de R$ 100 mil aos pais de Daniel por danos morais, em consideração aos graves danos causados à família.
Relembrando o crime, Daniel was baleado na noite de 3 de agosto de 2020. Na época, ele tinha 23 anos, era filho de um sargento da Polícia Militar e trabalhava como chapeiro. Testemunhas relataram que a vítima havia recebido ameaças de um traficante, ex-namorado de uma mulher com quem estava se relacionando.
Em outubro do mesmo ano, a Polícia Civil confirmou que Helienay teria ordenado o assassinato de Daniel devido à sua insatisfação com o fim do relacionamento com a ex-mulher. De acordo com investigações, Helienay começou a planejar o crime após ver a ex-esposa conversando com Daniel em sua casa, no dia 31 de julho. Após esse episódio, ele tentou contratar um jovem de 19 anos para encontrar alguém disposto a realizar o assassinato, e o jovem se conectou com um cunhado de 23 anos, que aceitou o serviço por R$ 3 mil.
Os três se encontraram em um campo de futebol e depois se encaminharam para o local do crime. O executor e o intermediário se posicionaram na calçada da vítima enquanto Helienay ficou de olho na saída de Daniel de uma lanchonete próxima à sua residência. Quando Daniel chegou, desconfiou da presença dos dois, mas como um deles estava uniformizado, não se preocupou. Assim que tentou abrir o portão, foi surpreendido pelos disparos, que o atingiram pelas costas.
Após o crime, os três fugitivos voltaram para a casa do executor para se livrar de evidências, dado que o revólver utilizado tinha gerado uma grande quantidade de pólvora. Em seguida, se dirigiram para Linhares, no Norte do Estado, onde disseram à família que iriam realizar um serviço no município.



