quarta-feira, setembro 30, 2026
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Advogados Sob Investigação por Conexão com PCV São Enviados a Presídios

Três advogados que se encontravam em prisão domiciliar tiveram a revogação da medida pela Justiça e foram transferidos para presídios do Espírito Santo na última sexta-feira (21). Eles estão sob investigação por suposto envolvimento com o Primeiro Comando de Vitória (PCV), no âmbito da Operação Telic.

Segundo informações fornecidas à Folha Vitória pela Secretaria da Justiça do Espírito Santo (Sejus), os advogados Bárbara Bastos Rodrigues, Vinicius Bastos Rodrigues e Arlis Schmidt foram inseridos no sistema prisional durante uma operação realizada em Vila Velha e na Serra, municípios da Grande Vitória.

De acordo com o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), os advogados são suspeitos de integrar um esquema que intermediava comunicações entre detentos acusados de tráfico de drogas e integrantes da facção criminosa PCV que estavam fora das unidades prisionais.

Na operação, foram cumpridos dois mandados em Vila Velha, um no Balneário de Ponta da Fruta e outro em Boa Vista, enquanto o terceiro suspeito foi encontrado em Porto Canoa, na Serra. Bárbara foi encaminhada ao Centro Prisional Feminino de Cariacica, enquanto Vinicius e Arlis foram levados para a Penitenciária de Segurança Média.

Após as prisões, os três advogados foram levados ao Instituto Médico-Legal (IML) para a realização de exame de corpo de delito. Durante a noite, houve movimentação significativa de viaturas policiais nas áreas onde os mandados foram executados.

Os advogados dos envolvidos estiveram presentes no IML, mas optaram por não conceder entrevista à imprensa. A reportagem também contatou a OAB-ES em busca de um posicionamento sobre o caso, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O convite para manifestação permanece aberto.

Contexto do caso que levou os advogados à prisão

Os advogados já eram alvo de investigação na Operação Telic coordenada pelo MPES, que analisou a suposta atuação de agentes públicos e advogados a favor da facção criminosa na região da Grande Terra Vermelha, em Vila Velha. A investigação revelou que membros do PCV emitiam ordens de dentro das prisões, enquanto advogados e familiares eram responsáveis por transmitir essas mensagens aos integrantes da facção que estavam em liberdade.

Na terceira fase da operação, nove indivíduos foram detidos, incluindo três advogados e três guardas municipais.

Bárbara é casada com Iuri de Souza Silva, ex-comandante da Guarda Municipal de Vila Velha, que também foi preso durante esta fase da Operação Telic.

*Com informações da repórter Jaqueline Vianna, da TV Vitória/TV Record.

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