Jürgen Klopp, o novo treinador da seleção da Alemanha, assumiu a função aos 59 anos com a missão de revitalizar a equipe e restaurar seu status de destaque no cenário internacional do futebol.
A recente Super Data FIFA, que se estendeu por 16 dias, provocou descontentamento entre os clubes, uma vez que concentrou diversos amistosos e jogos da Liga das Nações. Esse acúmulo de partidas gerou problemas físicos para vários atletas, como Kylian Mbappé, Cody Gakpo, Alexander Isak e Brian Brobbey, que precisaram se ausentar de seus clubes durante essa fase.
O principal ponto de insatisfação é a nova forma de organização da competição, que exigiu que seleções europeias jogassem quatro partidas em um intervalo maior que o habitual. A tradicional janela de 11 dias foi estendida, unindo os meses de setembro e outubro, com o intuito de minimizar as viagens e promover o bem-estar dos jogadores. No entanto, essa mudança resultou em descontentamento entre clubes e federações.
As críticas ao novo formato ganharam força durante uma reunião da UEFA em Berlim, onde dirigentes de várias associações se manifestaram de forma unânime contra a alteração. Um dos presidentes de federações descreveu o novo período como “um desastre”, enquanto outros argumentaram que o calendário se tornou “inviável”. A presidente da Federação Inglesa, Debbie Hewitt, e o diretor executivo, Mark Bullingham, foram alguns dos que se opuseram à mudança.
Preocupações com o aumento de lesões foram levantadas, pois não só jogadores se ausentaram de suas equipes após jogos internacionais, mas seleções com elencos reduzidos receiam ter menos opções para gerir os atletas em meio a uma sequência intensa de jogos. Além disso, este novo calendário pode criar desigualdades competitivas na Liga das Nações, já que seleções com elencos mais fortes têm mais facilidade para realizar substituições sem perder qualidade.
Questões financeiras também foram destacadas. A concentração de partidas em curtos períodos dificultou para algumas federações a organização de campanhas promocionais e a venda de ingressos, uma vez que as partidas internacionais são uma fonte essencial de receita para manter suas atividades.
Como resposta às críticas, diversas federações propuseram retornar ao formato anterior, que incluía cinco janelas internacionais de duas semanas durante a temporada. Contudo, mudar a programação existente, que está definida até 2030, pode se revelar uma tarefa complexa, especialmente diante das divergências entre a UEFA e a FIFA em questões de organização do futebol mundial.
Ainda assim, há dirigentes que enxergam vantagens neste novo modelo, como um tempo maior para que os técnicos desenvolvam seu trabalho com os jogadores. A expectativa é que, diante da insatisfação dos clubes, a UEFA seja levada a solicitar uma reavaliação do formato junto à FIFA.



