quinta-feira, outubro 15, 2026
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Furacão Isaías avança e intensifica a pressão sobre os preços dos combustíveis nos EUA

Os analistas de mercado estão colaborando com meteorologistas para avaliar a extensão da tempestade Isaías, que foi classificada como furacão nesta sexta-feira. Essa tempestade avança em direção ao Golfo do México, onde se localiza parte significativa da produção e refino de petróleo dos Estados Unidos, o que pode exercer pressão adicional sobre os preços dos combustíveis. É importante ressaltar que nesta semana, o preço do barril de Brent superou os US$ 100.

De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, espera-se que o furacão atinja a costa norte do Golfo no fim desta sexta-feira (9) ou no início de sábado (10). Com ventos sustentados acima de 190 quilômetros por hora, a tempestade promete causar estragos.

Uma elevação da maré acompanhada de riscos à vida é esperada ao longo da costa, com ventos fortes que devem se espalhar para áreas internas. Grandes volumes de chuva são previstos para boa parte do sudeste dos EUA. Especialistas do setor expressam preocupação de que apagões possam paralisar as refinarias de petróleo, com impactos diretos nos preços dos combustíveis.

Qualquer interrupção prolongada nas operações de refino pode agravar a situação, especialmente em um contexto já afetado por conflitos no Oriente Médio e pela guerra na Ucrânia.

Sobre os preços, a Associação Automotiva Americana (AAA) relatou que o preço médio do galão de gasolina nos EUA atinge US$ 4,3718 nesta sexta-feira, abaixo dos US$ 4,3961 da semana anterior, mas acima dos US$ 4,2245 de um mês atrás e dos US$ 3,1106 de um ano antes. Na Califórnia, o preço já ultrapassa os US$ 6 há várias semanas.

No que diz respeito ao diesel, a situação é ainda mais complicada, com o preço médio do galão superando o recorde de US$ 6 no início de setembro, atualmente em US$ 6,2785.

A trajetória e a intensidade do furacão Isaías são objeto de grande atenção. Carl Larry, analista da Enverus, alertou que, se a tempestade passar rapidamente e causar danos limitados, as refinarias poderão continuar operando com capacidade reduzida, resultando em um aumento modesto nos preços. Contudo, paradas completas em refinarias como a da Chevron poderiam levar semanas para serem superadas, ocasionando aumentos mais significativos.

Se houver interrupções sérias de energia, os preços podem disparar imediatamente, com a possibilidade de um aumento de até um dólar. O preço do diesel, já superior a US$ 6, poderia se aproximar de US$ 7, conforme advertido por Larry.

A unidade da Chevron em Pascagoula, Mississippi, assim como a refinaria da Vertex Energy em Mobile, Alabama, estão monitorando as condições de inundações e cortes de energia, representando ambas 2,4% da capacidade de refino dos EUA.

Por outro lado, especialistas sugerem que, devido à pequena participação dessas refinarias, os impactos nos preços da gasolina podem ser limitados e localizados. Avaliações indicam que a tempestade já resultou na paralisação temporária das operações em poços de petróleo offshore que fornecem cerca de 15% do petróleo bruto produzido nos EUA, com a evacuação de funcionários em 121 plataformas de produção, o que equivale a um terço das instalações no Golfo do México.

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