terça-feira, outubro 20, 2026
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Janones recebe alta do hospital, compara Lula a Messi e discute o papel das redes sociais

O deputado federal André Janones, representante da Rede por Minas Gerais, declarou que não tem nada a ensinar ao presidente Lula sobre comunicação, enfatizando que o petista já possui um domínio pleno das redes sociais. Ele creditou a Lula o título de “maior comunicador da história do Brasil” durante uma declaração nesta terça-feira, 20, ao deixar um hospital em São Paulo, onde estava internado devido a uma arritmia cardíaca, ocorrida na madrugada de segunda-feira, 19, após assistir a um debate entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Janones argumentou que o presidente deve continuar utilizando seu carisma, enquanto seus aliados mais jovens se ocupam de adequar sua comunicação ao meio digital. Ele comparou Lula ao astro do futebol Lionel Messi, sugerindo que, assim como o jogador precisa de companheiros para maximizar seu desempenho em campo, o presidente deve contar com os jovens para fortificar sua imagem nas mídias sociais.

O deputado é responsável pela criação do “Exército do Lula”, um canal que acumula mais de 5,6 milhões de apoiadores no WhatsApp, servindo como uma ferramenta crucial na mobilização digital para a reeleição do presidente. Ele orienta os membros do grupo sobre como criar ações coordenadas nas redes sociais, promovendo mensagens positivas em relação a Lula.

Janones elogiou a performance do presidente no debate contra Flávio, destacando sua habilidade em produzir trechos que se tornaram virais e em utilizar o humor a seu favor, além de explorar seu próprio carisma. Um exemplo foi quando Lula, ao ser questionado sobre o apoio dos presidiários, afirmou que buscava até o voto do pai do adversário, Jair Bolsonaro, uma fala que rapidamente se tornou um meme nas redes.

O plano do deputado para as etapas finais da campanha não possui um roteiro fixo. Ele admite que não há uma estratégia predeterminada, já que as eleições são movidas por sensações e momentos. Janones enfatizou que monitora constantemente as reações nas mídias sociais por meio de seu celular, definindo quais conteúdos divulgar a partir dessas interações.

Segundo o parlamentar, houve um avanço da esquerda nas plataformas digitais, e ele acredita que isso impactará os resultados nas urnas. Janones declarou que a extrema-direita não terá mais hegemonia nas redes sociais, creditando o sucesso à disseminação de conhecimento sobre algoritmos e à mobilização digital que está se expandindo para além de sua própria equipe.

Ele defendeu que o engajamento nas redes sociais pode antecipar movimentos que são capturados por pesquisas eleitorais. Citou uma pesquisa que demonstra a relação entre a popularidade nas mídias sociais e o sucesso eleitoral, embora reconheça que este dado não prove conclusivamente que a popularidade online determina os resultados das votações.

Para o segundo turno, Janones propôs uma campanha focada em argumentação, evitando ataques diretos ao filho de Jair Bolsonaro, com a intenção de mobilizar eleitores que não participaram do primeiro turno e conquistar os indecisos. Ele também distingue entre bolsonaristas ideológicos e aqueles que votam em Flávio por considerá-lo uma opção superior a Lula, afirmando que ainda é possível convencê-los por meio de um diálogo construtivo.

Após sua internação devido a uma arritmia e falta de ar, Janones comunicou à sua base que faria uma declaração cuidadosamente agendada para refletir o número do PT, às 13h13, assim que tivesse alta. Ele atribuiu seu estado de saúde à má alimentação e à falta de sono durante os dias anteriores, que não ultrapassaram três horas por noite, ressaltando que não houve emoções extremas ou provocações significativas durante o debate que pudessem ter afetado sua saúde.

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