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“Covarde” e “perseguido”: A resposta da bancada capixaba após a saída de Flávio do País.

Na manhã de quarta-feira, 28 de dezembro, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que foi candidato à Presidência, chegou a Miami acompanhado pela esposa e suas duas filhas. Essa viagem marca o final de uma operação sigilosa que envolveu paradas na Argentina e no Equador, realizada apenas 48 horas após a confirmação da vitória de Lula (PT) nas eleições. Vale ressaltar que Flávio deixou o Brasil após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que ordenou a entrega imediata de todos os seus passaportes.

Atualmente, Flávio é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal, que examinam suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, que narra a biografia de seu pai, Jair Bolsonaro, e também em negócios vinculados a casas de apostas do advogado Willer Tomaz, amigo do senador.

O movimento de Flávio gerou reações entre senadores e deputados federais da oposição, que tinham a expectativa de que ele assumisse uma liderança no Congresso. A bancada federal do Espírito Santo apresenta uma divisão de opiniões, com alguns considerando Flávio como “covarde” por fugir do país, enquanto outros o veem como um “perseguido político” que se encontra em exílio nos Estados Unidos.

Integrações da bancada capixaba comentaram sobre a situação. O deputado federal Helder Salomão (PT) afirmou que a saída do senador demonstra sua falta de capacidade política e moral para liderar o Brasil. Ele destacou que um indivíduo que recebeu 60 milhões de votos e, em seguida, abandona o país diante de investigações é um “covarde”. Salomão ainda criticou a família Bolsonaro, argumentando que a covardia parece fazer parte de sua natureza.

Do outro lado, o senador Magno Malta (PL) defendeu Flávio, destacando que a Polícia Federal confirmou que ele não é considerado foragido, já que não existe mandado de prisão contra ele. Malta expressou preocupação com a decisão do ministro Moraes, que determinou a apreensão dos passaportes logo após a vitória de Lula, considerando-a uma medida desproporcional.

O deputado Paulo Folletto (PSB) expressou descontentamento com a situação, mencionando que a saída de Flávio reforça suspeitas de irregularidades e não aponta para um movimento político, mas sim para uma tentativa de fortalecer uma dinastia familiar.

Messias Donato (União) afirmou que a situação se configura como um exílio provocado por um sistema judicial que, segundo ele, está agindo de forma tendenciosa. Ele criticou as narrativas políticas que tentam distorcer os fatos.

Por sua vez, a deputada Jack Rocha (PT) argumentou que Flávio não fugiu de uma ditadura, mas deixou um país que ainda desfrutava de eleições democráticas. Ela enfatizou que ninguém está acima da lei e que a defesa da democracia deve ser incondicional.

O deputado Evair de Melo (Republicanos) manifestou que não vê ilegalidade na decisão de Flávio de se exilar, ressaltando que ele possui cidadania italiana e que não pode ser considerado um fugitivo. A história de exílio durante a ditadura foi mencionada como uma comparação.

O senador Fabiano Contarato (PT) alertou sobre a falta de responsabilidade ao se evadir das consequências de atos políticos, afirmando que coragem se demonstra por meio de ações, não palavras.

Já Marcos do Val (Avante) concluiu que a escolha de Flávio foi uma medida sensata em resposta às ameaças que ele e sua família enfrentam no Brasil, e acredita que ele liderará a resistência da direita conservadora no futuro.

Por fim, o deputado federal Da Vitória (PP) expressou surpresa com a decisão de Flávio, ressaltando a importância de ouvir suas razões. Outros parlamentares contatados não se manifestaram até o fechamento desta edição.

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