quinta-feira, outubro 29, 2026
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Médica do Hospital Evangélico é afastada por comentários sobre substituição de medicamentos

Uma médica cardiologista, identificada como Kamila Silva Marins Chamon, que exerce atividades no Hospital Evangélico em Vila Velha, foi afastada de suas funções devido à grande repercussão gerada por postagens em suas redes sociais a respeito da prescrição de medicamentos a pacientes.

A Associação Evangélica Beneficente Espírito-Santense (Aebes), responsável pela administração do hospital, anunciou que a medida foi tomada visando a investigação dos acontecimentos. As postagens, realizadas pelo Instagram, incluíam a troca de medicamentos destinados ao controle de colesterol e pressão arterial, além da menção a uma “caneta”.

Atualmente não há muitas informações sobre o contexto das manifestações ou o público-alvo delas. Um trecho da publicação da médica contesta a possibilidade de não haver dinheiro para a aquisição dos medicamentos mencionados, o que provoca questionamentos acerca de sua ética profissional.

A Aebes indicou que o afastamento da médica é temporário, enquanto uma investigação é conduzida por seu setor de Compliance, a fim de avaliar a situação e implementar as providências necessárias. A associação destacou seu compromisso com princípios éticos, integridade, transparência e segurança no atendimento aos pacientes.

O Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES) pode instaurar sindicâncias a partir de denúncias formais ou por iniciativa própria, especialmente em casos que recebam atenção pública. Para que um processo seja iniciado, a denúncia precisa conter informações detalhadas de identificação do denunciante e do médico em questão, além de um relato claro sobre os fatos. Todas as denúncias recebidas são cuidadosamente examinadas.

A sindicância visa esclarecimentos detalhados e pode levar à abertura de um Processo Ético-Profissional, se houver indícios concretos de violação do Código de Ética Médica. As tramitacões cabem ao sigilo judicial, conforme a normativa do código pertinente.

Tentativas foram feitas para obter um pronunciamento da médica Kamila Silva Marins Chamon em relação aos comentários que geraram a controvérsia e seu afastamento, mas até o fechamento desta nota não houve retorno. O espaço permanece aberto para sua manifestação, e quaisquer declarações serão incorporadas à reportagem assim que disponíveis.

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