quinta-feira, outubro 29, 2026
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Comissão de Direitos Humanos da Ales solicita investigação sobre repressão durante as eleições

Registros de suposta agressão policial foram feitos nas cidades de Muqui e Pedro Canário.

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No início da semana, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado enviou ofícios a órgãos de segurança e ao Poder Judiciário solicitando uma investigação imediata sobre a possível violência de policiais contra simpatizantes do presidente Lula em Muqui, no sul do Estado. As solicitações foram direcionadas à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, ao comando da Polícia Militar do Estado, à Corregedoria da PM e ao Ministério Público do Estado.

Nos documentos, a presidenta da CDDH, deputada Camila Valadão, do PSOL, enfatiza que as gravações das ocorrências indicam que a polícia militares atuou sem que houvesse um conflito, resultando em feridos enviados ao hospital. Ela também menciona que houve relatos de que os policiais ignoraram tentativas de diálogo.

“A ação das forças de segurança deve respeitar a Constituição, os direitos fundamentais e as normas que regem o uso da força. O direito de reunião em espaços públicos e a realização de manifestações não eximem o Estado de agir dentro da legalidade, com necessidade e proporcionalidade”, afirmou Camila.

Apoiadores de Lula se reuniram em Muqui no dia 25 para comemorar a vitória nas eleições e se depararam com a Tropa de Choque da PM. Ériton Berçaco, presidente do PSOL em Muqui, relatou que o que parecia ser uma segurança se transformou em uma ação hostil, com policiais armados prontos para reprimir a comemoração, utilizando armas, bombas e spray de pimenta, sem qualquer diálogo.

A Polícia Militar defendeu que a manifestação estava ocorrendo pacificamente, mas que identificou posteriormente comportamentos que poderiam comprometer a segurança. O major Igor Barcelos Rody, comandante de uma das companhias da PM, divulgou vídeos mostrando “infiltrados” que, segundo ele, teriam atacado os policiais. No entanto, muitos comentaristas nas redes sociais afirmaram que a ordem dos eventos foi distorcida, alegando que a ação da PM começou antes de qualquer agressão por parte dos moradores.

Pedro Canário

A deputada Iriny Lopes, do PT e também membro da CDDH, requisitou a apuração de outro incidente que teria acontecido em Pedro Canário no sábado (24), véspera das eleições. Ela relatou que policiais militares foram filmados invadindo uma propriedade privada na Floresta do Sul, onde confiscaram e queimaram uma bandeira de Lula, além de dispararem armas de fogo.

“Até agora, não há registro de mandado ou situação que justificasse a entrada no local. Essa conduta é não apenas criminosa como também serve para intimidar e perseguir cidadãos com base em suas opções eleitorais”, destacou Iriny em seu ofício.

Consultas feitas à Polícia Militar, à Corregedoria, à Secretaria de Segurança e ao Ministério Público sobre possíveis investigações acerca das ações dos policiais ainda não foi respondida até o fechamento desta matéria.

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