O governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, decidiu não apoiar a afirmação de Flávio Bolsonaro de que ele é o “líder do Brasil”, segundo informações de fontes anônimas. Apesar do auxílio que o Brasil teria dado ao candidato derrotado para sair do país, a posição de Trump indica que ele não pretende apoiar tais ambições neste momento, embora isso possa mudar no futuro.
Essa decisão de não apoiar Flávio indica uma cautela por parte do presidente americano, que não deseja gerar uma nova crise nas relações com o Brasil, especialmente em um contexto delicado para sua administração. As eleições de meio de mandato nos EUA estão marcadas para 3 de novembro e incluem a renovação da Câmara de Deputados e do Senado.
Trump já havia declarado que não se envolveria no caso, embora tenha criticado o pleito brasileiro, que chamou de “uma vergonha”. Ele também mencionou que conversaria com o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva, com quem afirma ter uma boa relação.
No último domingo, dia 25, Flávio foi derrotado no segundo turno das eleições por Lula, que conquistou um quarto mandato inédito, obtendo 51,77% dos votos válidos. O candidato do PL afirmou não reconhecer a derrota e deixou o Brasil. O resultado da eleição foi validado pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, na mesma noite da votação.
Na segunda-feira, 26, Flávio foi intimado a entregar seus passaportes em até 24 horas em razão de um inquérito que investiga possíveis atos de lavagem de dinheiro. O prazo expirou sem que ele comparecesse, resultando na comunicação do descumprimento à autoridade do Supremo Tribunal Federal, e os passaportes brasileiros foram cancelados.
Flávio saiu do Brasil com sua esposa e filhas na terça-feira, 27, viajando de carro até Foz do Iguaçu. De lá, a família pegou um jato particular no Aeroporto Internacional de Cataratas del Iguazu, na Argentina, chegando em Miami na quarta-feira, logo após as 10h30, pelo horário de Brasília.
Para a entrada na Argentina, Flávio utilizou seu passaporte italiano e, para os Estados Unidos, o passaporte diplomático, pois os documentos brasileiros já tinham sido cancelados e não deveriam ser utilizados.



