A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente cinco novas canetas injetáveis para tratamento da diabetes e da obesidade, elevando para 30 o total de produtos dessa classe aprovados pela entidade.
Das novas opções, duas são destinadas ao combate da obesidade, conhecidas como Lyrza e Wylovol, enquanto as outras três canetas, chamadas Aribet, Embeltah e Sevema, são focadas no tratamento do diabetes.
Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa, destacou que a agência tem se dedicado a acelerar a aprovação de novos tratamentos, mantendo sempre os padrões de segurança e eficácia. Ele enfatizou que o aumento no número de produtos disponíveis tende a reduzir os custos, facilitando o acesso para mais pacientes, ao mesmo tempo em que combate a circulação de medicamentos irregulares.
Maria Amélia Julião, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional do Espírito Santo, complementou que a elevação na disponibilidade de tratamentos aumenta as chances de continuidade do cuidado. Ela explicou que tanto o diabetes tipo 2 quanto a obesidade são doenças crônicas que exigem atenção a longo prazo, e um dos principais desafios é garantir que os pacientes possam começar e manter a terapia adequada.
Patrícia Marchiori, farmacêutica, afirmou que os preços das canetas variam conforme o princípio ativo, a dosagem, o fabricante e os descontos oferecidos pelas farmácias. O tratamento mensal pode custar entre R$ 333 para versões genéricas e até R$ 2.300 para medicamentos como o Mounjaro.
As canetas aprovadas são compostas por liraglutida e semaglutida, ambas pertencentes à categoria dos agonistas do receptor de GLP-1, que imitam um hormônio do intestino, ajudando no controle da glicose sanguínea e na sensação de saciedade.
Camila Salim, endocrinologista do Hospital Meridional, explicou que a administração de liraglutida deve ser diária, enquanto a semaglutida é aplicada semanalmente. Durante os estudos clínicos, a semaglutida demonstrou, geralmente, uma maior perda de peso e melhor eficácia no controle do diabetes.
Ainda não há informações sobre preços ou a data de chegada dos novos medicamentos às farmácias. No entanto, a expectativa é que essas aprovações contribuam para a diminuição dos custos dos tratamentos.
É importante destacar que, mesmo os medicamentos possuindo o mesmo princípio ativo, eles podem variar em doses, esquemas terapêuticos e indicações, dependendo do caso específico e da autorização provisória concedida pela Anvisa.
Os novos medicamentos são divididos em categorias para obesidade e diabetes. Os que tratam a obesidade incluem Lyrza e Wylovol, ambas à base de liraglutida. Já para diabetes, estão os produtos Aribet (liraglutida), Embeltah (semaglutida) e Sevema (semaglutida).
Os preços dos tratamentos são influenciados por várias variáveis, incluindo princípio ativo, dosagem e fabricante, e é necessário uma prescrição médica para a sua aquisição, com retenção de uma via da receita pela farmácia.
O tratamento deve ser supervisionado por profissionais da saúde, seguindo rigorosamente as orientações de uso e aplicação, além de não dispensar hábitos saudáveis, como uma alimentação balanceada e atividade física.
As canetas exigem cuidados específicos de armazenamento e conservação, conforme indicado na bula de cada produto. Os efeitos colaterais mais comuns incluem náuseas, vômitos, diarreia, constipação e desconfortos gastrointestinais, com riscos mais raros de complicações severas, como pancreatite aguda e problemas na vesícula biliar.



