Dois cães morreram após serem amarrados pelo pescoço e arrastados por um veículo na localidade de Cidade Nova, em Iúna, caparaó capixaba. O incidente ocorreu no dia 6 de outubro, mas os envolvidos na morte dos animais foram somente identificados na quinta-feira, 15.
A investigação foi conduzida pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-Tratos contra os Animais, que analisou imagens de câmeras de videomonitoramento. As gravações mostraram um carro com a estrutura traseira alterada, sem placas visíveis, transitando em alta velocidade enquanto arrastava os cães. Subsequentemente, o veículo foi visto próximo ao trevo de acesso ao distrito de Perdição, transportando os corpos dos animais na caçamba.
Os ocupantes do carro, motorista e passageiro, foram identificados a partir das investigações da CPI. Com o apoio da Polícia Militar, o Volkswagen Gol preto modificado foi encontrado na garagem de uma residência em Córrego Bom Recreio, Irupi. No local, tanto o condutor quanto o carona foram reconhecidos.
Os suspeitos alegaram que estavam levando os cães de um sítio para sua propriedade rural e que os animais teriam saltado da carroceria sem que eles percebessem. Afirmaram ainda que só notaram a situação após a morte dos cães e decidiram se desfazer dos corpos.
Entretanto, a versão dos acusados foi contestada por evidências de geolocalização. O sistema de rastreamento e as imagens mostraram que o veículo se deslocou na direção de Cidade Nova em direção ao distrito de Perdição, o que contradiz o caminho para Córrego Bom Recreio mencionado por eles.
A presidente da CPI, deputada estadual Janete de Sá (PSB), esteve presente na operação e qualificou o crime como um dos atos mais cruéis já investigados pela comissão. Em suas palavras, destacou a gravidade da situação: “Cenas aterrorizantes, onde pessoas cometeram um crime com requintes de crueldade contra dois cachorros inocentes e indefesos, amarrados a uma caminhonete que circulava com velocidade para levar esses animais à morte.”
O caso agora será encaminhado à Polícia Civil e ao Ministério Público para eu sua apuração. Como o prazo para a detenção em flagrante havia expirado, os suspeitos não foram presos na operação e prestaram depoimento acompanhados de seus advogados.
A CPI está elaborando um relatório para ser enviado ao Ministério Público e à Polícia Civil, com a intenção de dar início a um inquérito policial e responsabilizar os envolvidos pelo crime de maus-tratos. A presidente da CPI enfatizou que não descansarão enquanto não garantirem que os responsáveis sejam penalizados adequadamente.
A Polícia Civil, por sua vez, informou que abriu um inquérito para investigar o possível crime de maus-tratos contra os cães, dando sequência às apurações necessárias para esclarecer os fatos e atender as medidas cabíveis.



