quinta-feira, outubro 29, 2026
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Consumo de cerveja no Brasil apresenta leve aumento, enquanto bebidas sem álcool crescem 40%

As cervejas sem álcool seguem conquistando espaço no portfólio da Ambev. No terceiro trimestre de 2026, esses produtos registraram uma alta de aproximadamente 40% no Brasil, enquanto o volume total de cervejas da empresa subiu apenas 0,5% em comparação ao ano anterior.

Esse desempenho reforça a estratégia da companhia em desenvolver produtos para diferentes perfis e ocasiões de consumo. O portfólio denominado “balanced choices”, que apresenta opções com menos calorias e carboidratos, além de versões sem álcool, teve seu volume mais que dobrado no País. A Stella Pure Gold destacou-se com um crescimento de quase três vezes nas vendas, enquanto a Michelob Ultra apresentou crescimento superior a cinco vezes.

A demanda por bebidas de maior valor agregado também impulsionou as vendas de cervejas premium, que cresceram em torno de 10%. Por outro lado, o segmento tradicional, conhecido como “mainstream”, experimentou uma retração na faixa de um dígito no mesmo período.

Apesar do crescimento das novas categorias, o volume total de cerveja da Ambev no Brasil atingiu 21,673 milhões de hectolitros, um incremento de apenas 0,5%, inferior ao crescimento de aproximadamente 4% da indústria cervejeira no país, conforme dados recentes.

A empresa ressalta que, ao analisar os dois últimos trimestres, surge um panorama mais otimista. Considerando os resultados combinados do segundo e terceiro trimestres, os volumes da Ambev cresceram 2,7%, superando o avanço de 1,3% da indústria. A companhia notou um ganho contínuo na participação de mercado.

O retorno do setor foi potencializado pela Copa do Mundo, apesar das dificuldades relacionadas à renda disponível e às condições climáticas variáveis. A Ambev também aumentou os investimentos em marketing, registrando um crescimento significativo nos gastos orgânicos no trimestre.

No que tange às margens, a expansão das categorias premium acompanhou um aumento de 4,8% na receita líquida da operação brasileira, alcançando R$ 10,1 bilhões. O EBITDA ajustado da divisão chegou a R$ 3,543 bilhões, refletindo uma alta de 4,4%, embora com um crescimento orgânico de apenas 1%. A margem EBITDA ajustada foi de 34,9%, representando uma retração de 1,3 ponto percentual em termos orgânicos.

A rentabilidade sofreu impacto devido ao aumento de 5,4% no custo por hectolitro, refletindo as elevações nos preços das commodities e a composição do portfólio. As despesas com vendas, gerais e administrativas aumentaram 9,2%, ocasionadas por maiores investimentos em vendas, marketing e distribuição.

Fora do segmento cervejeiro, a operação de bebidas não alcoólicas da Ambev voltou a crescer em volume, com um avanço de 3,6%, totalizando 8,041 milhões de hectolitros e acompanhada por um aumento de 6,3% na receita líquida. A empresa observou uma recuperação na participação de mercado, com o portfólio de bebidas sem açúcar registrando crescimento de dois dígitos, impulsionado especialmente pelo Guaraná e pela linha da PepsiCo.

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