quarta-feira, setembro 30, 2026
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Copa Sub-20 na Europa: O Primeiro Desafio da Crise na FIFA

"Apoio de Trump pode prejudicar Infantino na Fifa", afirma especialista

O primeiro torneio organizado pela Fifa após a crise desencadeada entre a entidade e várias confederações, especialmente a europeia, ocorrerá no próximo mês, em setembro. A Copa do Mundo Feminina Sub-20 contará com a participação de 24 seleções, incluindo o Brasil. Até o momento, não há sinais de um possível boicote por parte das nações europeias.

As seleções da Espanha, Portugal, França, Itália, Inglaterra e Polônia, todas membros da Uefa, estão finalizando suas preparações. Algumas convocações já foram divulgadas, e a situação é ainda mais delicada para as jogadoras polonesas, uma vez que seu país será o anfitrião do torneio.

Os ingressos já estão à venda, e investimentos foram realizados nas quatro sedes do evento. Não parece que a Federação Polonesa pretenda interromper a realização deste Mundial, que representará o primeiro teste após a turbulência que abateu a Fifa, especialmente após a revelação de que Gianni Infantino, presidente da entidade, negociou a venda de parte dos ativos da Copa do Mundo com investidores.

A situação continua tensa nos bastidores, mesmo após Infantino ter pedido desculpas por não ter informado sobre as negociações e encerrado as tratativas. Recentemente, surgiu a ideia de que a Uefa e a Concacaf (confederação das Américas do Norte e Central) poderiam criar uma liga conjunta de seleções a partir de 2028, em uma formatada como uma mini Copa do Mundo.

Atualmente, a Fifa se sustenta fortemente no mercado norte-americano, com escritório em Miami. Contudo, o presidente da Concacaf, Victor Montagliani, pode ser um adversário viável para Infantino nas eleições marcadas para 18 de março de 2027, em Rabat, Marrocos, durante o 77º Congresso da federação internacional. Para concorrer, é necessário apresentar a intenção até 18 de novembro de 2026, ao lado da assinatura de cinco federações nacionais.

Infantino tem encontrado suporte em aliados na África e na América do Sul. Recentemente, ele se reuniu com diretores da Fifa no Marrocos para mitigar a crise e também assistiu à Copa Africana Feminina, que qualificou para a Copa do Mundo Feminina do próximo ano, programada para ser realizada no Brasil. Em uma viagem à Colômbia ao início de agosto, participou da cerimônia de posse do novo presidente da nação, Abelardo de la Espriella, acompanhado de Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol.

Domínguez, em declarações à imprensa, elogiou Infantino como líder e justificou as mudanças promovidas por ele na última década. Ele classificou como um sucesso a Copa com 48 seleções, formato que será estreado em 2026, e a Conmebol defende que a edição de 2030 conte com 64 seleções, permitindo um aumento no número de jogos na América do Sul, limitada atualmente a apenas três em função das comemorações do centenário da competição.

No contexto das notícias do futebol, vale a pena conferir:

  • Liverpool valida a tese do investimento em clubes de futebol — um cenário distinto das SAFs no Brasil.
  • Corinthians supera suas deficiências jogando com um a menos, mas com muitos recursos a seu favor.
  • ‘O nosso é mais rápido que o da Copa’, afirma responsável pelo impedimento semiautomático no Brasil.
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